A Assembleia da República aceitou esta sexta-feira, 17 de julho, por unanimidade, levantar a imunidade parlamentar da deputada do Chega Rita Matias, num processo em que é arguida por alegados crimes de difamação agravada e incitação ao ódio e violência.Este processo contra a deputada do Chega corre no Tribunal Central de Investigação Criminal (TCIC), mas, no documento enviado à Assembleia da República, este tribunal não identifica o autor da queixa.Refere-se apenas que a deputada Rita Matias deverá ser “interrogada como arguida, após ser constituída nessa qualidade pelo Ministério Público”.Em 8 de julho, Rita Matias comunicou formalmente à Comissão Parlamentar de Transparência que não se opõe ao levantamento da sua imunidade parlamentar “para os devidos efeitos”.No pedido enviado pelo TCIC ao Parlamento, verifica-se que “os autos têm por objeto a alegada prática de um crime de difamação agravada, com publicidade e calúnia, previsto e punido” (…) no Código Penal, com uma pena de prisão até três anos e, ainda, “um crime de discriminação e incitação ao ódio e à violência”, um crime punido com uma pena de prisão até cinco anos.Neste contexto, estando em causa um crime punível com uma pena de prisão até cinco anos, de acordo com o relatório da Comissão Parlamentar de Transparência, “configura-se como uma situação suscetível de ser obrigatória a emissão de decisão de autorização de levantamento da imunidade pela Assembleia da República”.“Sendo certo que um dos dois crimes relativamente aos quais a senhora deputada Rita Maria Cid Matias é suspeita, não é punido com pena de prisão cujo limite máximo seja superior a três anos – o de difamação agravada, com publicidade e calúnia – a verdade é que a ser provada a factualidade dos autos, existirá uma situação de concurso (aparente) de crimes. E aquele será subsumido no de discriminação e incitação ao ódio e violência punível com pena de prisão até cinco anos, pelo que a decisão de autorização impor-se-á”, lê-se no relatório da Comissão Parlamentar de Transparência, da autoria da deputada do PSD Nuna Menezes..Chega. Rita Matias violou código de conduta dos deputados em dois casos.Rita Matias revela acordo entre as partes no caso da divulgação de nomes de crianças