Presidente da República saúda Lula pela vitória nas eleições e destaca parceria estratégica com o Brasil
O Presidente da República deu os parabéns a Lula da Silva pela vitória nas eleições do Brasil, mensagem na qual aproveitou para assumiu o compromisso de aprofundar o relacionamento diplomático e bilateral entre os dois países.
Na nota emitida esta segunda-feira pelo Palácio de Belém, António José Seguro sublinhou o perfil estratégico da parceria com Brasília, referindo-se ao Brasil como um "país com o qual Portugal mantém uma longa e estreita relação bilateral, assente numa língua comum, numa história partilhada e em fortes laços".
O chefe de Estado português fez ainda questão de notar que esta ligação humana é visível através das "significativas comunidades de cada país que integram a sociedade do outro".
Olhando para o futuro das relações diplomáticas, António José Seguro assumiu o compromisso de "continuar a colaborar com o seu homólogo brasileiro no aprofundamento do relacionamento entre Portugal e o Brasil".
O Presidente português recordou que esta cooperação é abrangente e "não se esgota na vertente bilateral", ganhando especial relevância em plataformas internacionais como a "Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e no quadro da cooperação entre os Estados ibero-americanos".
Face à atual conjuntura geopolítica complexa, descrita como "um mundo que permanece marcado por desafios que nenhum país pode enfrentar sozinho", António José Seguro manifestou confiança no trabalho conjunto das duas nações.
A terminar, o chefe de Estado português declarou o seu firme "otimismo quanto à possibilidade de Portugal e o Brasil estreitarem a sua colaboração em prol de causas globais", apontando áreas prioritárias como a estabilidade internacional, o desenvolvimento e os direitos humanos.
Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição presidencial no Brasil ao obter 51,79% dos votos válidos no segundo turno. O resultado consolidou uma reviravolta inédita no panorama político brasileiro, uma vez que o candidato do Partido dos Trabalhadores tinha terminado o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro.
De acordo com o histórico da democracia do país, esta foi a primeira vez que um candidato conseguiu reverter a desvantagem da votação inicial para garantir a vitória na ronda decisiva.
Na contagem absoluta, o representante do PT expandiu a sua base de apoio, angariando cerca de quatro milhões de votos adicionais face ao desempenho registado no dia 4 de outubro.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro, que reuniu 48,21% dos votos, recusou reconhecer o desfecho eleitora e anunciou a intenção de submeter um pedido formal para a anulação do escrutínio.

