Seguro alerta que a democracia "nunca está garantida", Gouveia e Melo acusa partidos de quererem controlar PR

Campanha eleitoral entra na última semana. Este domingo, dia 11 de janeiro, urnas estarão abertas até às 19 horas para quem solicitou voto antecipado.
António José Seguro discursa perante os apoiantes no Teatro Municipal Sá Miranda, em Viana do Castelo
António José Seguro discursa perante os apoiantes no Teatro Municipal Sá Miranda, em Viana do CasteloFOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

Gouveia e Melo diz ninguém salva o país a ensinar culinária ou calçar luvas de boxe

O candidato presidencial Gouveia e Melo voltou hoje a criticar os seus adversários, dizendo que não é a dar aulas de culinária nas redes sociais ou a calçar luvas de boxe que conseguem salvar o país numa situação difícil.

“Não se deixem enganar, se um dia estiverem numa situação difícil, se este país tiver de passar outra vez por uma situação difícil, não é com essa gente que os senhores vão sair. Não é a dar aulas de culinária nas redes que vão conseguir salvar-se de situações difíceis no futuro. Não é fazer pinos e a vestir luvas de boxe que vão salvar-se no futuro”, afirmou.

Sem referir nomes, o candidato visava os seus adversários João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes, respetivamente, durante uma intervenção num comício no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

E prosseguiu com as críticas: “Neste mundo difícil, não se deve estar acompanhado, quando se está no escuro, de um indeciso. De uma pessoa incapaz de ter uma visão, uma pessoa incapaz de tomar decisões. E uma pessoa que não tem a ‘stamina’ certa, para, no momento certo, resistir às pressões”. 

Durante o seu discurso, Gouveia e Melo referiu-se ainda aos comentadores que no último ano se têm comportado como sicários, a atacar: “E hoje, os mandatários desses sicários vêm da forma mais cândida dizer, ‘agora andam a enlamear, a conversa devia ser mais elevada’.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada prosseguiu nas críticas, afiançando não ser “um tio de Cascais”, um “falso socialista”, ou um “social-democrata que prefere a parte de cima dos negócios e ignora verdadeiramente a população e com isso não respeita o legado e o exemplo de Sá Carneiro”.

Gouveia e Melo criticou os "sicários" que o atacaram por ser militar e querer candidatar-se a Presidente da República, considerando que não tiveram respeito "pelos militares que em 25 de Abril lhes deram a liberdade e que em 25 de Novembro [de 1975] entregaram essa liberdade ao poder civil".

"Essa falta de respeito notava-se no preconceito contra um militar poder, depois da sua vida militar, participar na vida cívica enquanto cidadão. Esse preconceito é verdadeiramente antidemocrático, é um preconceito que mostra que há castas que querem dominar o sistema político o sistema político não pode ser dominado por casta nenhuma", declarou.

Lusa

Isaltino ataca o “queque” e o “proto-ditadorzeco” e diz que Montenegro gosta do almirante

O presidente da Câmara de Oeiras considerou hoje que o primeiro-ministro gostaria de estar com a candidatura de Gouveia e Melo, criticou a disciplina partidária e atacou “o queque” com “pacotilha liberal” e o “proto-ditadorzeco”.

Isaltino Morais foi o penúltimo orador do primeiro comício da campanha presidencial de Gouveia e Melo, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.

Fez uma intervenção de cerca de 20 minutos em que, basicamente, pretendeu mostrar-se em sintonia com o líder do executivo, Luís Montenegro, e em que, por outro lado, criticou os principais adversários do ex-chefe do Estado-Maior da Armada na corrida a Belém.

O autarca começou por definir Gouveia e Melo como “um homem exemplar e “um farol de esperança”, defendendo que “só uma liderança pelo exemplo poderá unir os portugueses”.

Depois, lembrou que “há poucas semanas o primeiro-ministro advogou que os portugueses devem ter a atitude de Cristiano Ronaldo”.

“Ora, aqui estamos com o nosso Ronaldo, o almirante Gouveia e Melo. Tenho mesmo para mim que o próprio primeiro-ministro – e não estou a ironizar - gostaria de estar aqui hoje, porque ele gosta de estar entre os melhores”, declarou, antes de lançar um duro ataque a Cotrim Figueiredo.

“Votar na pacotilha liberal é votar nos queques privilegiados que apenas durante a campanha descem ao povo e beijam os pobres. Em campanha dançam com as velhotas, abraçam os pobres e beijam tudo, até se for preciso beijam os cães. Depois das campanhas, não sujam os sapatos, vibram novamente nos salões de Lisboa e que se danem os pobres”, afirmou, recebendo uma prolongada salva de palmas.

Depois de Cotrim Figueiredo, o presidente da Câmara de Oeiras visou André Ventura colocando as seguintes perguntas: “O que tem para oferecer para além de incutir o ódio aos outros? O que tem para oferecer como projeto de país? Votar num proto-ditadorzeco que trai a nossa história?”, questionou.

Já sobre Marques Mendes considerou que “a sua campanha morreu quando ficou claro que era um político de duas caras: uma no privado, real, e outra pública, que tentava vender como moralista”.

“Com o tempo, percebeu-se que o moralista de goela não bastava e a campanha morreu”, disse, provocando risos na plateia.

Em relação a António José Seguro, Isaltino Morais citou o ex-presidente da Assembleia da República e antigo ministro socialista Augusto Santos Silva, que considerou que Seguro não estava à altura de ser Presidente da República.

“O mesmo diz agora que, de todos, é o menos mau. Mas entre o [Cristiano] Ronaldo e o menos mau, queremos mesmo o medíocre?”, perguntou.

Antes de Isaltino Morais discursaram Júlia Araújo, do movimento jovem de apoio ao almirante e coordenadora de Viana do Castelo da candidatura, o monárquico Francisco Calheiros, que é mandatário em Ponte de Lima e, ainda, o mandatário no Brasil e presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, António Fiúza.

Francisco Calheiros fez uma alusão à estatura de Gouveia e Melo. “É o único candidato que conseguirá olhar olhos nos olhos o rei de Espanha”, disse.

António Fiúza leu uma menagem do Presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vasco Ferras, que apoia Gouveia e Melo. O autarca, do CDS, considerou que o pais precisa “de referências sólidas e de união”, manifestando-se depois convicto que o ex-chefe do Estado-Maior da Armada saberá “honrar” o exercício das funções de Presidente da República “com responsabilidade, humildade e estabilidade”.

No seu discurso, António Fiúza defendeu que Portugal tem “esquecido os seus emigrantes” em na sua perspetiva, importa escolher um Presidente da República, “comandante supremo das Forças Armadas, que saiba garantir a segurança da Pátria”.

“Gouveia e Melo deu esperança num tempo de medo e de incerteza no tempo do combate à covid-19. Nas outras candidaturas há uma mão cheia e de nada e outra de coisa nenhuma”, acrescentou.

Lusa

Seguro pede voto dos moderados porque democracia "nunca está garantida"

O candidato presidencial António José Seguro prometeu hoje ser a "força tranquila" e apelou ao voto dos moderados para derrotar os extremismos e o “vírus” que quer destruir a democracia por dentro, avisando que esta "nunca está garantida".

“Esta noite, aqui em Viana do Castelo, quero dirigir-me a todos os moderados neste país, dizendo-lhes aquilo que todos sabemos: o extremismo e o radicalismo não são solução, são parte do problema e eu sou o candidato moderado que está em melhores condições de passar à segunda volta”, apelou.

Seguro dirigiu-se diretamente aos portugueses “moderados que confiam no diálogo, na democracia” e que querem um Presidente que respeite a Constituição e pediu os seus votos.

“Para derrotarmos o radicalismo, para derrotarmos o extremismo e para derrotarmos aqueles que querem destruir a nossa democracia e que querem destruir o Estado social em Portugal”, pediu.

António José Seguro num comício no Teatro Municipal Sá Miranda, em Viana do Castelo.
António José Seguro num comício no Teatro Municipal Sá Miranda, em Viana do Castelo.FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

O antigo líder do PS recuperou uma ideia que já tinha defendido ao almoço, referindo que antigamente as democracias iam abaixo “com golpes militares”, o que já não acontece agora.

“Hoje as democracias derrubam-se por dentro. É uma espécie de vírus. Entra nas instituições por via eleitoral e depois vai-as destabilizando, denegrindo, retirando-lhes credibilidade”, descreveu.

O aviso de Seguro foi claro: “a nossa democracia nunca está garantida”. 

Ao longo dos últimos dias, o candidato presidencial apoiado pelo PS tem traçado aquele que promete ser o seu perfil caso vença as eleições e chegue a Belém.

“Eu sou o Presidente dos novos tempos, o Presidente da mudança, o Presidente do futuro. Sou mesmo uma força tranquila. Não preciso andar aos gritos. Não preciso andar aos berros”, enfatizou.

Para Seguro, que tem recusado uma campanha “na lama”, não é preciso insultar os adversários porque isso é diferente de “afirmar as divergências”.

“Mas eu tenho consideração pelos meus adversários, por uma razão simples. Porque isso é o papel de um democrata. Um democrata debate ideias, propostas diferentes. Não anda a discutir na lama. Sobretudo quem quer ser o Presidente de todos os portugueses”, enfatizou.

Na plateia estavam nomes do PS como Miguel Alves, Marina Gonçalves ou José Maria Costa, ex-governantes do executivo de António Costa, e ainda o ex-deputado do CDS-PP eleito pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo Abel Baptista, cuja presença Seguro assinalou.

Lusa

Rui Tavares diz que Ventura quer destruir “democracia política” e Cotrim a “democracia social”

O porta-voz do Livre Rui Tavares disse hoje que André Ventura quer “destruir a democracia política” e que João Cotrim Figueiredo pretende acabar com a “democracia social”, acusando-os de concorrerem a Belém para serem “cavalos de Tróia”.

Num discurso num comício, em Coimbra, que encerrou o oitavo dia de campanha presidencial de Jorge Pinto, Rui Tavares voltou a falar da revisão constitucional, desta vez para atacar os também concorrentes a Belém André Ventura e João Cotrim Figueiredo, imputando-lhes uma intenção de pôr em causa o regime democrático.

“Portugal nasceu como uma democracia política e uma democracia social. E se André Ventura é um candidato que nós sabemos e não temos o direito de o ignorar, porque vemos o que é que fazem os seus comparsas pelo mundo fora, os ‘Trumps’ e os ‘Bolsonaros’, um candidato que seria capaz de destruir a democracia política. João Cotrim Figueiredo tem intenções de fazer o mesmo com a democracia social”, atirou.

Sobre o antigo líder da IL, Rui Tavares lembrou as suas propostas, quando era deputado, para a revisão da Constituição que incluam a retirada do direito à fruição e criação cultural em “nome de uma Constituição mais enxuta” e do direito à habitação em “plena crise de habitação”.

“Se as coisas já estão como estão, quem é que acha que resolve qualquer problema retirando da Constituição a obrigação do Estado pensar, lembrar-se de ter o compromisso moral com ter rendas que as pessoas possam pagar”, questionou.

Para Rui Tavares, Ventura e Cotrim são dois políticos que se “candidatam basicamente a franquear a porta e serem os cavalos de Tróia de uma alteração constitucional que acabaria com a democracia política, por um lado, e a democracia social” que estão na base do regime português.

Na mesma intervenção, perante uma sala com algumas dezenas de apoiantes, Rui Tavares abordou a questão da saúde no país para criticar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, por recusar demitir a ministra da Saúde com o argumento de que a sua saída não resolveria os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Eu acho que o primeiro-ministro esqueceu-se de dizer isso à ministra da Saúde quando ela começou a demitir toda a gente mal assumiu o cargo. Afinal, parece que há uns problemas que se resolvem com demissões. O que não se resolve é o problema de Luís Montenegro ter um pára-raios tão jeitoso no cargo daquela ministra da Saúde que o protege de todas as críticas”, atirou.

Antes, interveio a também porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes para salientar que, tal como Marcelo Rebelo de Sousa alertou, “2026 será um ano singular”, sendo parte dessa singularidade a realização de umas eleições em que “alguns dos candidatos não querem ser Presidentes da República”, numa crítica a André Ventura.

“Diz que foi empurrado, que nem queria, ao mesmo tempo que diz que quer acabar com este regime”, afirmou.

Lusa

Marques Mendes: “Não levo ninguém ao engano. Um voto em mim não é uma aventura"

O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu hoje que é uma vantagem os portugueses conhecerem tão bem as suas qualidades e defeitos, e assegurou que não se se candidata a Belém “por ajuste de contas ou vaidade”.

“Não levo ninguém ao engano. Um voto em mim não é uma aventura, não é um tiro no escuro, não é um exercício de experimentalismo”, afirmou em Lamego, num comício de fim de tarde.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP procurou demarcar-se dos seus adversários que disse andarem “em guerra uns com os outros em casos e casinhos”.

“A minha única guerra é apenas esta: é Portugal, o seu futuro, a estabilidade e o seu desenvolvimento. É mesmo a única guerra”, disse.

Marques Mendes voltou a apontar a sua experiência política como uma vantagem na corrida presidencial e, sem referir nomes, deixou nova farpa.

“Eu não fiz esta candidatura para fazer ajustes de contas com ninguém, eu não fiz esta candidatura para enriquecer o meu currículo, eu não fiz esta candidatura por uma questão de vaidade ou de exibicionismo”, disse.

O candidato reiterou também a sua intenção de ser “o Presidente da estabilidade”, até para “consolidar e aprofundar” os bons resultados económicos do país dos últimos anos.

“Não podemos brincar com a nossa credibilidade em termos internacionais. Lembrem-se do que aconteceu entre 2011 e 2005, que a coragem e o patriotismo de Passos Coelho foram absolutamente decisivos para ajudar a recuperar Portugal”, afirmou, numa referência ao Governo do antigo líder do PSD, que não deverá declarar apoio a qualquer candidato presidencial.

Mendes apontou os comentários televisivos que fez na SIC ao longo de mais uma década como uma vantagem para os eleitores poderem escolher no próximo dia 18.

“Os portugueses conhecem tudo: as minhas qualidades, os meus defeitos. Os portugueses conhecem as minhas opiniões, as minhas posições, o que eu disse sobre as grandes questões nacionais ou internacionais”, salientou, considerando que tal traz “previsibilidade e confiança”.

Numa nota de humor, disse que os portugueses o conhecem “tão bem, tão bem, tão bem”, que até sabem bem a sua altura.

“Não há complexo nenhum nessa natureza, mas fiquem descansados. Na Presidência da República, não é a altura do Presidente que conta. É saber se o Presidente está à altura dos desafios, dos acontecimentos e das responsabilidades a favor de Portugal”, vincou.

Vinte anos depois, Mendes regressou a Lamego para uma cerimónia política e deixou uma palavra especial ao líder do CDS-PP, Nuno Melo, que também discursou, “pela coragem” de ter tomado conta do partido “num momento em que bateu no fundo”, agradecendo o apoio dos democratas-cristãos.

O candidato reiterou ainda a promessa de, se for eleito, fazer presidências abertas e começar precisamente pelo interior.

Lusa

Catarina Martins considera absurda intenção de criar missão conjunta da NATO na Gronelândia

A candidata presidencial Catarina Martins considerou hoje absurda a intenção de criar uma missão conjunta da NATO na Gronelândia, e voltou a alertar que o presidente norte-americano representa um “perigo global” travado apenas com “cooperação global”.

“Quantas armas é que precisamos de colocar nas mãos de generais norte-americanos para nos sentirmos mais seguros? Alguém que diga que isto é um absurdo e que seja Portugal”, defendeu a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro.

Catarina Martins falava durante uma sessão pública dedicada à habitação, mas aproveitou para destacar também o atual contexto internacional e a intenção da Alemanha de propor a criação de uma missão conjunta da NATO na Gronelândia.

Segundo noticia hoje a Bloomberg, um grupo de países europeus, liderado pelo Reino Unido e a Alemanha, estará a discutir planos para aumentar a presença militar naquele território autónomo dinamarquês, após Donald Trump ter sugerido que os Estados Unidos podiam vir a assumir o controlo da Gronelândia.

De acordo com o mesmo órgão de comunicação, a Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico, intenção que foi prontamente criticada por Catarina Martins.

“Vamos pedir a um general norte-americano que nos defenda do presidente norte-americano?”, ironizou a candidata a Belém.

Para Catarina Martins, “é o momento de a Europa começar a pensar em formas de cooperação para a sua segurança, não com os Estados Unidos, mas apesar dos Estados Unidos”, país liderado por alguém que a candidata considera representar um perigo global.

“E um perigo global trava-se com cooperação global”, insistiu.

Catarina Martins aproveitou ainda o tema para responder a Henrique Gouveia e Melo que considerou hoje que os Estados Unidos estão numa "deriva perigosa" relativamente à anunciada intenção de ocuparem a Gronelândia.

“Era bom deixar de usar essa palavra como se os acontecimentos dos últimos dias fossem um pequeno desvio”, afirmou Catarina Martins, referindo-se ao ataque lançado pelos Estados Unidos na Venezuela, às declarações subsequentes de Trump sobre a Gronelândia, Colômbia, Cuba e México e, mais recentemente, a morte de Renee Good em Minneapolis (Minnesota), depois de um agente federal do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) ter disparado à queima-roupa.

“Trump não está numa deriva perigosa, Trump é um perigo. É um perigo para o seu povo e um perigo no mundo”, alertou.

Voltando à necessidade de cooperação internacional, Catarina Martins avisou ainda que, para isso, a Europa tem de ser igualmente capaz de condenar os ataques à Ucrânia e à Faixa de Gaza.  

Lusa

Cotrim Figueiredo alerta que ameaças dos EUA à Gronelândia podem ser “sentença de morte” da NATO

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo alertou hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, até, ser a sua “sentença de morte”.

“As ameaças que hoje impendem sobre a Groenlândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, inclusivamente, ser a sua sentença de morte”, frisou o também eurodeputado, no final de um almoço fechado com o embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, num restaurante em Lisboa.

Leia mais em baixo:

António José Seguro discursa perante os apoiantes no Teatro Municipal Sá Miranda, em Viana do Castelo
Embaixador da Dinamarca diz que futuro da Europa e da NATO estão em causa com ameaças à Gronelândia
João Cotrim Figueiredo almoçou com o embaixador da Dinamarca, Lars Steen Nielsen.
João Cotrim Figueiredo almoçou com o embaixador da Dinamarca, Lars Steen Nielsen.FOTO: MARCOS BORGA/LUSA

Ventura nega ter presidentes mundiais preferidos garante que criticará Trump se invadir Gronelândia

O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, rejeitou hoje ter “presidentes de preferência” no mundo e disse que criticará Donald Trump se os Estados Unidos da América invadirem a Gronelândia.

“Já critiquei [Donald Trump] várias vezes, voltaria a criticar. Eu, ao contrário da esquerda, não tenho ditadores, nem tenho presidentes de preferência”, defendeu o também presidente do Chega, antes de uma ação de campanha no centro da cidade de Aveiro.

Interrogado sobre se está desiludido com Donald Trump – figura política que Ventura já elogiou várias vezes – o candidato respondeu que “a política não permite desilusões”.

“Eu fico desiludido é quando o país não tem saúde para dar às pessoas. É isso que me desilude. De resto, acho que seja Donald Trump, seja o presidente da China, seja o presidente da Venezuela, seja o presidente da Coreia do Norte, do Sul, eu não quero mais ditaduras no mundo. Quero liberdade”, respondeu.

Depois de o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo ter alertado hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia (território autónomo da Dinamarca, membro da NATO) podem ser a “sentença de morte” da Aliança Atlântica, Ventura respondeu que o desinvestimento da União Europeia em Defesa também foi “uma sentença de morte”.

O candidato a Belém considerou que a União Europeia teve as prioridades invertidas e que isso foi feito entre “liberais, sociais-democratas e socialistas”, rejeitando “lições de moral”.

“Votaram juntos, permanentemente, contra aquilo que os patriotas queriam, que era uma Europa mais forte, nações mais fortes, capazes de lutar não só contra a imigração ilegal, mas também com ameaças de defesa externa”, criticou, numa referência ao grupo europeu ao qual pertence,

Hoje, também o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo, em Vila Real, considerou que os Estados Unidos estão numa "deriva perigosa" após as ameaças de Donald Trump, que afirmou querer ficar com o território "a bem, ou a mal".

Lusa

Quase 80% dos eleitores inscritos já votaram antecipadamente em Lisboa

Quase 80% dos mais de 27 mil eleitores inscritos para votar antecipadamente em Lisboa nas eleições presidenciais tinham exercido o seu direito de voto até cerca das 17:20, segundo o presidente da Câmara Municipal, com base numa amostragem.

“Daqueles que são os 27 mil inscritos, dos quais 15 mil do distrito de Lisboa, nós tivemos aqui 77% de participação, ou seja, 77% de participação por esta amostragem, o que está em linha com aquilo que aconteceu também, seja nas europeias, seja nas legislativas”, adiantou Carlos Moedas.

Segundo o autarca, a amostragem tem por base duas mesas de voto escolhidas em cada secção.

Estão inscritos 27.653 eleitores para votar em 118 secções de voto divididas entre os sete edifícios das instalações da universidade, menos 11.600 do que no voto antecipado em Lisboa nas eleições legislativas de 2025.

Carlos Moedas falava aos jornalistas por volta das 18h, adiantando que o balanço mais recente é referente às 17h20, com base numa amostragem, apontando que os valores estão “em linha com o passado”, tanto nas eleições europeias, como nas legislativas.

O presidente da Câmara de Lisboa aproveitou para agradecer a todas as pessoas que têm participado nesta operação logística “muito grande”, desde 250 funcionários do município, 86 polícias municipais, a Universidade de Lisboa e vários voluntários.

“Hoje é um dia de agradecimento. Houve um trabalho de um envolvimento muito grande, as pessoas estão aqui desde as 6h da manhã, e portanto é importante agradecer a todos, correu tudo pelo melhor”, referiu, lembrando que nos últimos 8 meses houve três eleições.

Carlos Moedas salientou que quem estava inscrito para votar em mobilidade no dia de hoje mas não o fez, poderá na mesma votar no dia 18 de janeiro. Referiu igualmente que no caso de haver uma segunda volta, os eleitores “vão ter que se voltar a inscrever se quiserem votar em antecipação no dia 1 de fevereiro”.

Sobre a forma como tem estado a decorrer o dia de hoje, disse que “correu tudo dentro da normalidade, aliás como tem ocorrido também noutras situações”.

Salientou que por causa do mau tempo de manhã, “as pessoas não vieram tanto”, mas que durante a tarde houve “uma grande afluência”, o que fez com que se passasse de 17% de participação ao meio-dia para 77% ao final da tarde.

Mais de 218 mil eleitores estão inscritos para votar hoje antecipadamente, podendo exercer o direito de voto no município escolhido.

Lusa

António Filipe: “O futuro dos nossos jovens não pode ser a emigração forçada pelos baixos salários"

O candidato presidencial António Filipe defendeu hoje que o futuro dos jovens não pode ser a emigração forçada pelos baixos salários e falta de habitação, classificando o pacote laboral como uma ameaça aos seus direitos e à democracia.

“O futuro dos nossos jovens não pode ser a emigração forçada pelos baixos salários, pela precariedade e pela negação do direito à habitação”, afirmou o candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e pelo PEV num comício, em Lisboa.

O ex-deputado comunista acrescentou: - “Quando os direitos fundamentais dos jovens são negados no presente, não nos podemos limitar a remeter a concretização desses direitos para um futuro mais ou menos distante, adiando o que é preciso fazer já”.

É, por isso, afirmou, preciso “acabar com as propinas” no ensino superior, garantir residências públicas para os estudantes deslocados, um apoio social escolar adequado às condições económicas dos estudantes e famílias.

“É preciso o apoio social escolar adequado às condições económicas dos estudantes e das suas famílias. É preciso virar a página de um ensino superior mercantilizado e isso não pode ser para um futuro distante, isto tem de ser para já, porque é necessário que estas medidas sejam tomadas já”, defendeu.

Os jovens e o pacote laborais foram dos temas focados por António Filipe nesta que foi, desde o inicio da campanha oficial, a iniciativa de campanha que juntou mais apoiantes.

Para o candidato presidencial, “uma das principais ameaças aos direitos e condições de vida dos jovens, dos trabalhadores em geral, mas também à própria democracia, é o pacote laboral” proposto pelo Governo.

António Filipe advertiu que, “para não prejudicar” os candidatos daquilo a que tem chamado “consenso neoliberal”, tais como os candidatos da direita, Gouveia e Melo e António José Seguro, o Governo “adiou a discussão para um momento posterior, mas não desistiu”.

“O Governo não desistiu de aprovar o pacote laboral. O pacote laboral vai ser derrotado, mas ainda não foi derrotado. E o único caminho para o derrotar é continuar a luta e no próximo dia 13 [terça-feira] lá estaremos, lá estarei, na manifestação convocada pela CGTP-IN”, afirmou.

A manifestação da central sindical está marcada para terça-feira, em Lisboa.

“E o voto da minha candidatura é um voto contra o pacote laboral, é um voto pelos direitos, é um voto pela democracia. Já afirmei várias vezes nesta campanha e creio que não é demais repetir, entre os interesses das grandes confederações empresariais e os direitos dos trabalhadores, eu não tenho a mínima dúvida do lado em que estou, é do lado dos trabalhadores, do lado da justiça social, do lado da democracia”, sublinhou.

Para concluir que o “presente e o futuro dos nossos jovens exigem um novo rumo para o país”.

António Filipe ovacionado no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.
António Filipe ovacionado no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.FOTO: Reinaldo Rodrigues

António Filipe foi recebido com uma ovação no cheio pavilhão desportivo do Casal Vistoso, em Lisboa, onde, entre os muitos apoiantes da sua candidatura, se encontravam o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, os antigos líderes do PCP Jerónimo de Sousa e Carlos Carvalhas, o eurodeputado João Oliveira, a ex-secretária-geral da CGTP Isabel Camarinha e Heloísa Apolónia (PEV).

Lá dentro também se ouviram, repetidamente, as palavras de ordem que têm acompanhado o ex-deputado comunista nesta corrida a Belém: “Abril presente, António a presidente”.

Lusa

Gouveia e Melo acusa partidos de estarem a tentar controlar o futuro Presidente

O candidato presidencial Gouveia e Melo advertiu hoje que a presente campanha eleitoral está a tornar óbvia a tentativa de os partidos tomarem conta da Presidência da República contra o espírito da Constituição da República.

”A Presidência da República é um elemento de equilíbrio na nossa Constituição e não deve ser partidarizado. E o que nós estamos a assistir é uma partidarização da presidência”, declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, em Chaves, momentos antes de partir para Ponte de Lima, onde terá a sua última ação de campanha do dia.

De acordo com o almirante, essa tentativa de controlo da Presidência da República por parte dos partidos não é de agora. Mas as atuais “são as eleições em que isso é mais óbvio”.

“Estamos perante uma partidarização. Uma tentativa de os partidos no sentido de tomarem conta de mais um órgão de poder. Ou porque têm medo de um desequilíbrio que se crie, ou porque querem garantir um determinado equilíbrio. E eu não concordo com isso”, afirmou.

De acordo com o almirante, com o aparecimento da sua candidatura presidencial, “pela primeira vez no processo eleitoral português, há a possibilidade de um Presidente da República verdadeiramente independente”.

“Isso, claro, de alguma forma, assustou o sistema partidário, que reagiu. E reagiu como? Cada partido encontrou um representante da sua faixa, do arco-íris partidário. Só que isso divide os portugueses. E a Presidência da República é a ponta do triângulo que tem como missão unir os portugueses”, acrescentou.

Lusa

Paulo Raimundo garante que candidatura de António Filipe é a que não desiste

O secretário-geral do PCP disse hoje que a candidatura de António Filipe à Presidência da República é assumidamente de esquerda, sem rodeios nem disfarces, com “zero compromissos” com a política de direita e é a que “não desiste.

“A força, a coragem e a clareza desta candidatura de esquerda, sim, de esquerda, assumidamente de esquerda, sem rodeios, sem refúgios, sem disfarces e, acima de tudo, sem nenhum compromisso com a política de direita. Zero de compromissos com a política de direita”, afirmou Paulo Raimundo, que falava num comício, em Lisboa.

O líder comunista salientou ainda que a candidatura de António Filipe “abre caminhos”, bem como “junta forças e cria unidade”.

“Esta é a candidatura que não desiste, porque aqui ninguém desiste do país que queremos construir, do futuro melhor que queremos construir, dos direitos dos trabalhadores, do futuro e do presente da juventude”, realçou ainda Paulo Raimundo.

Tal como já o tinha feito no sábado, num comício em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, o secretário-geral do PCP insistiu hoje numa mobilização em torno de António Filipe, apelando a que “cada um leve a sua vida ao voto” no dia 18.

António Filipe com Paulo Raimundo num comício em Lisboa
António Filipe com Paulo Raimundo num comício em LisboaFOTO: Reinaldo Rodrigues

E esta é, para o comunista, a candidatura que “combate sem mas nem meio mais as forças reacionárias, fascizantes, racistas e xenófobas” e que “dá combate, olhos nos olhos, à corrupção”.

“A candidatura da verdadeira alternativa, com os valores de Abril, a candidatura patriótica e que não abdica do seu país, a única candidatura que não prescinde da soberania de Portugal”, frisou.

Paulo Raimundo disse também que António Filipe traz para a “campanha eleitoral aquilo que é a vida, que é a realidade da maioria”, mas também esperança e a confiança”.

“Esse caminho de futuro e de esperança que impõe que os direitos consagrados na Constituição sejam os direitos da vida de todos os dias”, frisou ainda.

Para acrescentar que António Filipe é o candidato de vários artigos da constituição, como o 64º do direito à saúde, do 65º do direito à habitação, do 7º que é o artigo da paz, assim como do 78º que consagra o direito à fruição cultural e o do 80º que subordina o poder económico ao poder político e, segundo frisou, “não há artigo mais invertido do que este na realidade de todo o dia”.

“O António amanhã estará noutro local em campanha. Vai descansado, aqui estaremos, em Lisboa, em Setúbal, em cada uma das terras, em cada empresa, em cada local de trabalho, em cada escola, em cada serviço, em cada rua, somos todos, António Filipe, somos todos mobilizadores da tua, nossa, candidatura”, salientou.

Neste comício marcaram ainda presença os antigos líderes do PCP Jerónimo de Sousa e Carlos Carvalhas, o eurodeputado João Oliveira, a ex-secretária-geral da CGTP Isabel Camarinha e Heloísa Apolónia (PEV).

Jerónimo de Sousa disse que quis dar força a António Filipe neste “combate tremendo” para as eleições e realçou que os tempos que correm exigem uma outra política e um outro mandato presidencial.

Lusa

Gouveia e Melo promete vetar decretos que atentem contra interesse geral

O candidato presidencial Gouveia e Melo recebeu hoje o Movimento Terra de Miranda, que tem um contencioso judicial com empresas privadas de energia, e prometeu vetar decretos do Governo ou do parlamento que atentem contra o interesse geral.

Após uma breve reunião com o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, um dos responsáveis do Movimento Terra de Miranda, José Maria Pires, manifestou-se preocupado com uma possível alteração da lei que possa beneficiar empresas que exploram recursos energéticos no nordeste do país.

Em causa, são reclamados aos consórcios privados por este movimento cívico mais de 1,5 mil milhões de euros em impostos.

Para Gouveia e Melo, “o que está em causa são interesses privados contra o interesse do Estado”.

“Neste caso, houve um conjunto de empresas que adquiriu equipamentos do Estado. Devem pagar um conjunto de impostos, mas conseguiram, através de um conjunto de manobras também administrativas, escapar a isso”, lamentou.

Caso seja eleito Presidente da República, Gouveia e Melo disse mesmo que irá vetar um decreto que, na sua perspetiva, facilite a fuga ao pagamento de impostos.

“Sim, comigo podem ter certeza de uma coisa. O interesse comum e o interesse do Estado estarão sempre à frente dos interesses privados”, acentuou.

Gouveia e Melo fez um passeio de moto em Chaves.
Gouveia e Melo fez um passeio de moto em Chaves.FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/ LUSA

o almirante defendeu que os interesses privados “têm o seu espaço, mas não para prejudicar o interesse do Estado e o interesse de todos os portugueses”.

“Os impostos devem ser pagos e não é através de influências laterais que se vão conseguir encontrar soluções para livrar as empresas. O Estado, às vezes, dobra-se a esses interesses. Comigo, tudo o que puder fazer para que isso não aconteça, não vai acontecer. São interesses que me pareçam legítimos”, considerou.

A seguir, José Maria Pires agradeceu ter sido recebido pelo almirante.

“Dissemos ao senhor almirante que estamos preocupados porque, nesta questão do negócio das barragens, em que estão em causa 1,5 mil milhões de euros, que são recursos do interior do país – uma das zonas mais empobrecidas do país. Estamos a ver o nosso país submetido a uma pandemia de lóbis e de lobistas”, criticou o responsável pelo movimento cívico.

José Maria Pires afirmou mesmo que essa “pandemia dobrou, vergou o Estado Português”.

“Este governo e os anteriores governos, e a administração pública portuguesa conduziram a que os interesses das populações ainda não tenham sido garantidos. Neste momento, temos decisões do Supremo Tribunal Administrativo que obrigam as empresas que exploram centrais eólicas, fotovoltaicas e barragens a pagar cerca de 1,2 mil milhões de euros. E temos uma decisão do Ministério Público que obriga as empresas que venderam as barragens a pagar 335 milhões de euros”, acrescentou.

Lusa

Seguro avisa que “inimigos da democracia” trarão “mundo velho” se forem eleitos

O candidato presidencial António José Seguro avisou hoje que os “inimigos da democracia” prometem um mundo novo, mas se vencerem as eleições trarão “um mundo velho” que não chegaria com um golpe militar, mas destruindo as instituições por dentro.

Num discurso no final de um almoço com apoiantes num hotel no centro de Aveiro, o candidato presidencial deixou vários alertas sobre uma “democracia com menos qualidade e com uma espessura muito fina”, e para um “Estado a abrir fendas e uma sociedade a deslaçar”.

“Que permite que os inimigos da democracia se aproveitem disso, de uma forma populista e radical, para prometerem um mundo novo no dia seguinte a eles serem eleitos”, disse.

No entanto, para Seguro é claro que estes “inimigos de democracia” “não querem um mundo novo”, mas sim o “regresso a um mundo velho” com o qual Portugal acabou há mais de 50 anos com o 25 de Abril que pôs fim à ditadura.

“É claro que não está na perspetiva nenhum golpe militar para dar cabo da democracia. Os inimigos da democracia já não funcionam assim”, apontou.

De acordo com o candidato à Presidência da República apoiado pelo PS, estes radicais e populistas vão a eleições, “metem-se dentro das instituições e depois fazem tudo para as destruir”.

“Primeiro, retirando-lhes credibilidade para que as pessoas digam: ‘a política é isto?’. Depois, colocando no debate coisas que não têm nada a ver com a vida das pessoas para depois irem dizer junto das pessoas ‘eles os políticos’ - como se eles também não fossem – ‘não tratam dos vossos problemas’”, criticou.

Seguro defendeu que há apenas quem assista a esta degradação da democracia e há quem “saia do sofá”, colocando-se neste último grupo.

“Eu estava com uma vida tranquila entre a praia da Foz do Arelho, as vinhas em Penamacor e as minhas universidades em Lisboa e olhei para este Estado a abrir fendas, para esta democracia com pouca qualidade, com esta sociedade a deslaçar e levantei-me do sofá”, justificou, uma ideia que tem defendido desde que anunciou a sua candidatura.

Mais à frente no seu discurso, o ex-líder do PS defendeu que é preciso preparar Portugal para viver nas mudanças que têm acontecido no mundo, que não é "de limitações e de constrangimentos", mas "de oportunidades à escala mundial e global".

"Dou um exemplo na área da defesa. Toda a gente percebe que hoje é necessário darmos uma prioridade à defesa e à segurança nacional, como não nos era exigida há muitas décadas, desde o fim da Guerra Fria. Eu tenho muitas dúvidas nos tais 5% de que se fala e por isso sempre defendi que, antes de gastar mais, nós devemos gastar melhor", reiterou.

Lusa

Cotrim Figueiredo alerta que ameaças dos EUA à Gronelândia podem ser “sentença de morte” da NATO

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo alertou hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, até, ser a sua “sentença de morte”.

“As ameaças que hoje impendem sobre a Groenlândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, inclusivamente, ser a sua sentença de morte”, frisou o também eurodeputado, no final de um almoço fechado com o embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, num restaurante em Lisboa.

Além disso, o antigo líder da IL considerou que estas ameaças são um enorme desafio à capacidade de atuação da União Europeia que não está, depois de décadas de desinvestimento, preparada para ombrear militarmente com os Estados Unidos.

Em sua opinião, por muito assertiva que a Europa seja, não tem real capacidade de reação militar, portanto, ficará sempre por ameaças porque “não tem muitas cartas para jogar”.

“E é neste quadro de enorme dificuldade que vale a pena nos prepararmos, desde já, Portugal enquanto país soberano, mas Portugal também enquanto membro de organizações como a NATO e a União Europeia”, assinalou.

Cotrim Figueiredo explicou ainda que trouxe a questão da Gronelândia para a campanha para as eleições de dia 18 por entender que é “urgente pôr este tema na agenda” e porque nas três semanas de campanha para a segunda volta o assunto vai estar “na ordem do dia”.

“Esta preocupação que eu tenho com a Groenlândia, sabendo que vai ser um assunto que vai causar necessidade de decisões muito difíceis, não vejo mais ninguém preocupado com isso”, destacou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.

O ex-presidente da IL recordou que este assunto é especialmente crucial para o futuro de Portugal, da União Europeia e da NATO.

Lusa

Rui Moreira avisa quem quer fazer oposição interna no PSD que deve fazê-lo em congresso

Rui Moreira, mandatário nacional de Marques Mendes, avisou hoje que o lugar para fazer oposição aos partidos é nos congressos e apelou a que o centro-direita “não cometa erros” e concentre já os votos no antigo líder do PSD.

O ex-presidente da Câmara do Porto falava num almoço-comício para cerca de 500 pessoas de apoio à candidatura presidencial de Luís Marques Mendes, em São João da Madeira (distrito de Aveiro).

No dia em que foi divulgado um manifesto com o apoio de cem personalidades da AD ao adversário Gouveia e Melo, Rui Moreira deixou um recado com destinatários internos.

“Quem quiser fazer oposição ao seu partido, deve-o fazer no Congresso do partido. Não é fazer pequenas traições, vai ao Congresso do partido, entra e sujeita-se a que os seus, os seus camaradas, militantes do seu partido o ouçam, é aí que se faz, não é com minas e armadilhas”, considerou.

Rui Moreira disse que, se há pessoas do PSD que hoje estão “do outro lado”, tal deve-se “à coragem e decência” que Marques Mendes demonstrou no passado, numa alusão a candidaturas autárquicas travadas quando era líder do PSD, como a de Isaltino Morais.

O ex-autarca avisou que ia votar já hoje em Marques Mendes e pediu a todo o espaço do centro-direita para fazer o mesmo.

“Nós precisamos de não cometer erros e não nos podemos deixar encantar, como há alguns que dizem: ‘bom, eu na primeira volta voto noutro qualquer, mas depois, na segunda volta, voto no Luís Marques Mendes’. Não, nós temos de votar Luís Marques Mendes agora, não é ficar à espera lá para os idos de fevereiro”, apelou.

Lusa

Gouveia e Melo considera que EUA estão numa "deriva perigosa"

O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje que os Estados Unidos estão numa “deriva perigosa” relativamente à anunciada intenção de ocuparem a Gronelândia e considerando que, a concretizar-se, aquele país cometerá haraquiri.

“Os Estados Unidos, parece-me que estão numa deriva perigosa. Estão numa deriva perigosa porquê? Porque o poder dos Estados Unidos assenta em três coisas. No poder militar, no poder da moeda, porque é a moeda de referência internacional, e no poder das estruturas internacionais”, afirmou, numa feira em Boticas, no distrito de Vila Real.

E prosseguiu, concretizando: “Esta administração não vai ter poder militar se não tiver a Europa junta, nem o Japão, nem os outros países aliados. Não tem poder militar para ser uma superpotência, sozinha. Depois, em termos das estruturas internacionais, está a destruir as estruturas que ela própria construiu após a Segunda Guerra Mundial. E, portanto, é haraquiri [ritual de suicídio praticado pelos japoneses]”.

Por fim, realçou, sendo o poder económico a capacidade de um país ter a sua moeda como uma referência internacional, “se a Europa, a China e os outros grandes países do mundo começarem a mudar do dólar como referência, os Estados Unidos caem no dia seguinte”.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu, ainda, que Portugal “deve ter uma posição de repúdio e de crítica direta e verdadeira, mesmo que seja um aliado. Porquê? Porque nós não podemos, entre aliados, começar a criar divisões”.

Para o almirante, os Estados Unidos “também estão limitados no seu poder” e têm de entender que o poder não é absoluto e “só existe quando há grandes coligações de vontades e que os interesses são partilhados”.

“Se os Estados Unidos fizerem o erro de forçarem uma situação na Gronelândia, eu tenho a certeza absoluta de que se vão arrepender. E será péssimo para os Estados Unidos [...]. Nós, como aliados, quando um amigo nosso vai cometer um erro, nós devemos dizer a esse amigo que o senhor está a cometer um erro”, concluiu.

Lusa

André Pestana quer Exército a combater incêndios e matas limpas no inverno

O candidato presidencial André Pestana defendeu hoje que o Exército deve ser mobilizado para combater os incêndios florestais que anualmente atingem Portugal e que as matas deveriam ser limpas no inverno para acabar com “o poderoso negócio do fogo”.

“Não encontro mais ninguém a ter a coragem de dizer que é preciso combater o poderoso negócio dos incêndios. As empresas que são alugadas para combater os fogos, ao nível da aviação, cobram dezenas de milhares de euros ao Estado, por hora, quando nós temos, no Exército, aviação que poderia ser facilmente adaptada e estar a combater os nossos incêndios, protegendo as nossas populações e poupando muito dinheiro ao Estado”, destacou.

André Pestana participou, ao final da manhã, numa ação de campanha no Mercadinho da Margem Esquerda, na Alameda do UC Exploratório, na cidade de Coimbra, onde se cruzou com a comitiva de Catarina Martins.

Catarina Martins no Mercadinho da Margem Esquerda, na Alameda do UC Exploratório, na cidade de Coimbra.
Catarina Martins no Mercadinho da Margem Esquerda, na Alameda do UC Exploratório, na cidade de Coimbra.FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

Aos jornalistas, vincou que esta iniciativa visou chamar a atenção para um problema que os outros candidatos não têm referido e que considerou ser “uma tragédia nacional todos os verões”.

“Sou a única candidatura que diz claramente que não se pode falar só dos incêndios no verão. Ou seja, devia ser agora, no inverno, que devíamos estar já a limpar as matas. Mas acima de tudo, além de todas as questões dos guardas-florestais que deviam ser repostos, a questão da pastorícia”, alertou.

De acordo com o candidato presidencial, para melhorar as condições dos portugueses, na questão dos incêndios, “é preciso, mais uma vez, enfrentar poderosos interesses instalados”.

“Por isso é que eu digo que o Exército tem de estar a combater os nossos incêndios no verão e, neste momento, já devíamos estar a limpar as matas, para não haver depois lágrimas de crocodilo no verão. É agora que se faz o trabalho de casa, agora é que se devia estar a limpar as matas, para não termos a tragédia nacional que temos todos os verões”, reiterou.

André Pestana vincou que, sendo o Presidente da República o chefe supremo das Forças Armadas, deveria ter coragem para dizer que estas precisam de estar a defender as populações no verão, quando ocorrem incêndios florestais.

“Não devia estar a defender, nem que seja com a nossa omissão, o poderoso negócio do fogo, que tem, ao nível de aluguer, dezenas de milhares de euros à hora. Portugal não pode continuar a desperdiçar esse dinheiro quando tem tantos e tantos problemas”, concluiu.

Lusa

Catarina Martins diz-se chocada com pacote de habitação e vetaria diploma

Catarina Martins disse hoje ter ficado chocada com a aprovação, na sexta-feira, do pacote de habitação do Governo no parlamento, adiantou que vetaria o diploma e desafiou os restantes candidatos presidenciais a posicionarem-se.

“Eu confesso que fiquei chocada quando vi o ministro das Finanças a defender que 2.300 euros pode ser uma renda com uma borla fiscal por ser moderada e quando deu o exemplo de uma renda baixa, disse 1.000 euros", sublinhou.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita aos Mercadinhos da Margem Esquerda, em Coimbra, Catarina Martins comentou a aprovação, na generalidade, do pacote de habitação proposto pelo Governo, que passou com o apoio do PSD, CDS-PP e IL, e com a abstenção do Chega.

“Toda a direita está a dizer ao país que acha normal dar borlas fiscais a rendas que são muito superiores aos salários praticados em Portugal. Isto é questão de regime. O que é que vão fazer os vários candidatos à Presidência da República?”, questionou.

O diploma, que será ainda discutido em sede de especialidade antes da votação final global, cairá possivelmente nas mãos do próximo Presidente da República, que será eleito no dia 18 ou, em caso de haver uma segunda volta, no dia 08 de fevereiro.

Questionada sobre o que fará se for eleita, Catarina Martins assegurou que não irá promulgar “qualquer diploma que diga que uma renda moderada são 2.300 euros” e desafiou os restantes candidatos a assumirem uma posição.

“A campanha presidencial, nesta reta final, deve ser sobre esta clareza e era bom que todos os candidatos se pronunciassem sobre isto, porque a verdade é que esta medida foi viabilizada por toda a direita”, disse a candidata a Belém, acrescentando que “os partidos aprovaram, mas os Presidentes da República não são os partidos”.

Quanto a si, insistiu que será um “travão de emergência aos preços da habitação” e que fará “frente ao ministro das Finanças que vem ao parlamento dizer que uma renda de 1.000 euros já é muito baixa num país em que a maior parte das pessoas não ganha isso de salário”.

A propósito do tema, a candidata a Belém recordou ainda os dados divulgados pelo Eurostat na sexta-feira, no mesmo dia em que foi aprovado o pacote de habitação, e que revelam que Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%.

Neste contexto, Catarina Martins argumentou que as propostas do Governo criam “mais problemas, porque um dos maiores problemas das pessoas em Portugal é mesmo o preço da habitação”.

Lusa

Mendes aconselha ministra da Saúde a dar explicações porque “vazio gera alarme social”

Luís Marques Mendes aconselha a ministra da Saúde a explicar o que tem corrido mal no setor e o que está a ser preparado para corrigir, avisando que, em política, “o vazio gera alarme social”.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP falava num almoço-comício para cerca de 500 pessoas, em São João da Madeira (distrito de Aveiro), que contou também com a intervenção do ministro da Economia e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida.

Depois de ter pedido, há alguns dias, explicações à direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Mendes fez este domingo, 11 de janeiro, o primeiro apelo direto à ministra Ana Paula Martins, que disse ser um exemplo do que quer que seja a sua Presidência: “Firme, mas tranquila”.

“Vou dar dois conselhos presidenciais, não se trata de fazer críticas, não é por aí que vamos resolver as questões”, começou por afirmar.

Em primeiro lugar, Mendes aconselhou a ministra a explicar porque é que “algumas coisas más estão a acontecer na saúde e, ao mesmo tempo, diga o que está a ser preparado para corrigir, qual o caminho e o calendário”.

“Em política, nunca é bom ter vazios, o vazio gera alarme social”, avisou.

O segundo conselho do candidato a Belém apoiado por PSD e CDS-PP ao Governo passa por retirar aos médicos a carga burocrática que disse ocupar-lhes por vezes um terço do seu tempo.

“Se tirassem aos médicos essa burocracia, eles tinham mais tempo para os doentes”, considerou.

Lusa

Marques Mendes num almoço-comício em São João da Madeira.
Marques Mendes num almoço-comício em São João da Madeira.FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA

"Estou farto de sondagens", diz Gouveia e Melo

O candidato presidencial Gouveia e Melo recusou-se a comentar estudos de opinião que o colocam fora da segunda volta nas eleições presidenciais, disse mesmo que está “farto das sondagens” e admitiu serem prejudiciais à democracia.

“Estou farto das sondagens, nem vou responder a isso”, reagiu o ex-chefe do Estado-Maior da Armada a meio de uma visita à Feira Gastronómica de Boticas, no distrito de Vila Real.

Um dos jornalistas que acompanham a campanha de Gouveia e Melo questionou-o sobre qual dos candidatos preferia ter como adversário numa segunda volta das presidenciais e acrescentou que as sondagens colocam o antigo secretário-geral do PS António José Seguro em primeiro lugar em relação à primeira volta de dia 18.

Gouveia e Melo ouviu a palavra sondagens e disparou imediatamente: “Se as sondagens são para criar efeitos políticos, acho que isso é mau para a democracia”.

A generalidade das sondagens tem colocado a candidatura de Gouveia e Melo fora da disputa de uma segunda volta das presidenciais. Na direção de campanha do almirante, coloca-se em causa a fiabilidade dos estudos de opinião, sobretudo de um barómetro divulgado diariamente.

Perante os jornalistas, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada preferiu referir-se ao “manifesto dos cem”, divulgado este domingo, 11, em que uma centena de personalidades do centro-direita lhe manifestam apoio na corrida a Belém.

“São cem personalidades da área do PSD e CDS, pessoas que tiveram grande importância na vida política. Eu não ando à procura do voto partidário, mas ando à procura do voto de todos os portugueses”, declarou.

Lusa

Jorge Pinto diz que única motivação dos candidatos à direita é saber onde está Passos Coelho

Jorge Pinto acusou os candidatos à direita na corrida às Presidenciais de terem como única motivação “saber onde está” e quem apoia Pedro Passos Coelho nestas eleições, em vez de se preocuparem com os portugueses.

“Eu estou quase preocupado com Pedro Passos Coelho, porque parece que os candidatos à direita andam todos à sua procura. Eu não sei se alguém sabe onde é que ele está, se já o encontraram. Parece que a única coisa que motiva os candidatos à direita é saber onde é que está Pedro Passos Coelho e ao lado de quem é que estará”, afirmou.

O tema foi levantado pelo candidato em declarações aos jornalistas à margem de uma visita às Festas em Honra de São Gonçalinho, em Aveiro.

Dirigindo-se ao antigo primeiro-ministro social-democrata, Jorge Pinto disse “esperar que esteja bem” e que é preciso transmitir-lhe que “há muita gente à sua procura” em vez de revelarem a sua mensagem política aos portugueses.

Jorge Pinto visitou as Festas em Honra de São Gonçalinho, em Aveiro.
Jorge Pinto visitou as Festas em Honra de São Gonçalinho, em Aveiro.FOTO: MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

Jorge Pinto contrapôs, após as acusações à direita, que a “única coisa que o motiva é saber onde é que estão os portugueses” que “não conseguem ter uma ambulância que os vá buscar para os levar ao hospital” ou os que “estão horas à espera para serem atendidos no hospital”.

“Tudo o resto, para mim, é politiquice no mau sentido da palavra”, acrescentou.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre marcou presença no tradicional lançamento de cavacas e viu sinais positivos desse momento da campanha: “Acho que ter tido a sorte de receber três cavacas e ser o terceiro no boletim é sinal de que os astros estão alinhados para que esta candidatura seja mesmo uma boa surpresa no dia 18”.

Lusa

Votação antecipada em Lisboa com 17% de participação até ao meio dia

As urnas na Cidade Universitária de Lisboa registaram uma participação de 17% até às 12 horas, segundo o vice-presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Reis.

Estão inscritos 27.653 eleitores para votar em 118 secções de voto divididas entre os sete edifícios das instalações da universidade, menos 11.600 do que no voto antecipado em Lisboa nas eleições legislativas de 2025.

Gonçalo Reis sublinhou que a organização do ato eleitoral está a "correr bem", com "fiabilidade" e "previsibilidade".

O vice-presidente da Câmara agradeceu à Universidade de Lisboa pela disponibilização do espaço, à Polícia Municipal, que disponibilizou 86 efetivos, e às 250 pessoas da Câmara que estão no local, algumas "desde as 06:00".

Gonçalo Reis agradeceu ainda aos serviços das prisões e dos hospitais que também se associaram, e aos voluntários que estão nas mesas de voto.

"É uma operação de grande envergadura e é uma operação que traz comodidade e flexibilidade para as pessoas", acrescentou.

Mais de 218 mil eleitores estão inscritos para votar hoje antecipadamente, podendo exercer o direito de voto no município escolhido.

Lusa

Mendes apela ao voto dos indecisos e declara-se o candidato da estabilidade

Luís Marques Mendes voltou a apelar ao voto dos indecisos nas eleições de dia 18, pediu que escolham quem está “mais bem preparado” e tem “maior experiência”, e intitulou-se o candidato da estabilidade.

“Nós estamos a iniciar a última semana de campanha e neste momento o meu foco está concentrado em muitos portugueses que ainda não sabem em quem votar, aquilo que se chamam indecisos. Ainda é uma percentagem muito significativa, que pode alterar tudo”, afirmou.

O candidato repetiu estar “absolutamente convencido”, tanto pela sua convicção e também por dados à sua disposição, que será o “candidato mais votado no dia 18” e considerou que “os indecisos são essenciais”.

Em declarações aos jornalistas no dia em que os eleitores recenseados em Portugal podem exercer o voto antecipado em mobilidade, Luís Marques Mendes apelou à participação e pediu aos indecisos que tenham em consideração quem é o candidato a Presidente da República “mais bem preparado para exercer a função, que tem maior experiência”, e “quem é aquele que tem maior capacidade de diálogo para fazer pontes, convergências e entendimentos”.

A uma semana eleições presidenciais, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP começou o oitavo dia de campanha na Praia do Furadouro, em Ovar (distrito de Aveiro), para um contacto com a população, acompanhado pelo presidente da Câmara, Domingos Silva, e pelo antigo autarca e agora secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, que conduziu a iniciativa.

Questionado sobre o facto de ser um dos candidatos com mais idade na corrida a Belém, Mendes disse ser “um bocadinho de exagero” ser considerado “assim velho” aos 68 anos e indicou que na sua campanha "energia não falta".

O candidato a Presidente da República referiu também que o seu discurso nesta campanha “está centrado” na ideia da estabilidade e antecipou que vai repeti-la “até à exaustão nos próximos dias”.

“Eu sou o candidato da estabilidade e quero ser o Presidente da estabilidade. E acho que há riscos enormes com qualquer outro candidato de Portugal perder estabilidade”, alertou.

Luís Marques Mendes sustentou que é preciso “dar condições ao Governo, este ou qualquer outro, para governar, para resolver os problemas, e isso precisa de estabilidade”.

Lusa

André Ventura rejeita campanha de ataques

André Ventura defende que a campanha não deve ser feita de ataques, depois de no passado já ter classificado adversários políticos de “contrabandista”, “fantasma” ou de “avô bêbado”.

Em declarações antes de uma arruada em Viseu, o também presidente do Chega recusou uma campanha em que os adversários passem o tempo a falar “mal uns dos outros” e considerou que “ninguém quer” isso.

André Ventura numa arruada em Viseu.
André Ventura numa arruada em Viseu. ^FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

“Eu quero fazer uma campanha elevada, discutir as causas e os problemas do país. É isso que eu quero e acho que as pessoas querem isso”, disse, rejeitando uma campanha em que esteja a falar do que pensa de António Costa, Gouveia e Melo, Seguro ou Marques Mendes – figuras políticas que tem criticado ao longo da campanha.

O candidato presidencial recusou que faça esses ataques, mesmo depois de ser recordado por uma jornalista da SIC de declarações passadas a adversários políticos.

“A SIC é muito mais experiente em dizer mal de mim do que eu dos outros adversários”, respondeu André Ventura, aplaudido por militantes que o rodeavam enquanto falava aos jornalistas.

No entanto, nas presidenciais de 2021, em que também concorreu, André Ventura socorreu-se por diversas vezes de insultos pessoais a outros concorrentes e adversários, falando de Jerónimo de Sousa (PCP) como “avô bêbado que a gente tem em casa” e de Marcelo Rebelo de Sousa como “uma espécie de fantasma”.

Nessa campanha, o candidato apelidou Ana Gomes (PS) de “contrabandista” e de “cigana”, falou de Marisa Matias (BE) como a candidata “marijuana” e dirigiu-se a João Ferreira como “camarada de plástico” com “ar de operário beto de Cascais”.

Em declarações aos jornalistas e perante as críticas de António José Seguro, apoiado pelo PS, que o acusa de ser um extremista, André Ventura acusou-o de procurar meter medo aos eleitores.

“Isso não é de agora. António Costa fez o mesmo, Pedro Nuno Santos fez o mesmo. Os líderes do PS têm-se especializado nisso, que é dizer se ganhar o André Ventura ou se o Chega ganhar vem aí o racismo, vem aí o fascismo, vem aí o regresso ao passado”, vincou.

Ao mesmo tempo que recusava uma campanha de ataques, caso ganhe, acusou Seguro de estar preocupado com o fim “dos tachos”.

“Podemos passar o resto da campanha com António José Seguro a chamar-me de fascista e racista e eu a dizer que ele é um tachista e agarrado à corrupção de regime ou podemos discutir temas importantes”, disse, criticando, mais uma vez, a criação de mais vice-presidentes nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e de um acordo entre PS e PSD para a distribuição desses lugares.

“Concorda ou não que estas CCDR se tenham tornado depósitos de antigos autarcas do PS e do PSD e de reformas douradas? Concorda ou não com o aumento de 25 vice-presidentes das CCDR?”, questionou, dirigindo-se a Seguro.

Lusa

Gouveia e Melo aceita apoio de partidos numa segunda volta, mas sem ser condicionado 

Gouveia e Melo diz que aceitará apoios de partidos se passar à segunda volta das eleições, mas recusará ser condicionado, e manifestou-se contra “o voto útil partidário” na primeira volta, no dia 18.

Gouveia e Melo falava aos jornalistas a meio de uma visita à Feira Gastronómica de Boticas, no distrito de Vila Real, em que esteve acompanhado pelo presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e pelo antigo ministro social-democrata Ângelo Correia.

“Não recuso apoio de ninguém. O que eu não quero é ser condicionado por esses apoios”, respondeu o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, após ter sido questionado se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num cenário em que passe à segunda volta das eleições presidenciais e o seu adversário Marques Mendes fique de fora.

Henrique Gouveia e Melo esteve na Feira Gastronómica de Boticas.
Henrique Gouveia e Melo esteve na Feira Gastronómica de Boticas. FOTO: EPA/JOSE SENA GOULAO

O almirante disse ter “confiança” de que irá disputar a segunda volta das eleições presidenciais, nas quais “terá necessariamente” o apoio de partidos.

Mas colocou um limite: “Não quero um apoio partidário no sentido em que esse apoio possa condicionar a minha ação”.

“Tenho apoios à esquerda, tenho apoios à direita e tenho apoios, inclusive, nas partes mais extremadas do espetro político. Considero que a presidência é um lugar para unir os portugueses, não para dividir os portugueses. A Presidência da República não pode ser um projeto vertical de um partido político”, criticou.

Logo no início da sua declaração aos jornalistas, Gouveia e Melo apelou ao voto dos portugueses nas eleições de dia 18 e já hoje para quem vota antecipadamente.

“A minha preferência era que tudo se resolvesse à primeira volta. É importante que as pessoas venham votar, mas o voto não deve ser um voto útil no sentido partidário do termo. Em eleições presidenciais, o voto deve ser na personalidade que acham que pode ajudar Portugal nestes momentos difíceis”, defendeu.

Lusa

António Filipe diz que voto antecipado é positivo

António Filipe classificou como positivo o voto antecipado e revelou estar confiante para estas eleições e satisfeito com a “significava adesão” que disse estar a encontrar nesta campanha eleitoral.

“Eu acho que aquilo que possa contribuir para facilitar a vida das pessoas no exercício de direito de voto é positivo”, salientou.

O candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV considerou que o voto antecipado em mobilidade “é útil” e “importante”, destacando o número de inscritos de cerca de 218 mil eleitores, o que revela o “interesse em participar nesta votação”.

“O voto antecipado em mobilidade, sendo tecnicamente possível como se revelou que é, é útil, é importante, porque há pessoas que, por qualquer razão da sua vida, ou profissional, ou até por conveniência familiar, não podem votar no dia 18 de janeiro. E, portanto, havendo a possibilidade de votar antecipadamente, é bom que isso aconteça".

Mais de 218 mil eleitores estão inscritos para votar este domingo antecipadamente, podendo exercer o direito de voto no município escolhido.

Em dia de voto antecipado, o candidato presidencial António Filipe dedicou a manhã a um encontro com famílias, em Lisboa, cidade onde, à tarde, tem um comício que contará com a presença do secretário-geral do PCP.

Lusa

Seguro diz que preocupação de Rangel devia ser com portugueses na Venezuela

António José Seguro defendeu este domingo, 11, que a preocupação do ministro dos Negócios Estrangeiros deveria ser a situação dos portugueses na Venezuela, depois de Paulo Rangel se ter referido à escolha em si como um “voto em branco”.

Durante uma visita ao Mercado de Angeiras, em Matosinhos, ponto de paragem obrigatória das campanhas socialistas, o candidato a Belém apoiado pelo PS foi questionado pelos jornalistas sobre os avisos da véspera do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, para o “voto em branco” que diz ser escolher Seguro ou Gouveia e Melo.

António José Seguro no Mercado de Angeiras, em Matosinhos.
António José Seguro no Mercado de Angeiras, em Matosinhos.FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

“E diga-me uma coisa: sobre a situação dos portugueses na Venezuela o ministro disse alguma coisa? Como é que estão a acompanhar a situação, o que é o Estado português está a fazer, o que é que o Governo português está a fazer, isso é que me preocupa e devia preocupar o ministro dos Negócios Estrangeiros”, atirou Seguro, sem nunca se referir diretamente às acusações.

O candidato presidencial apoiado pelo PS perguntou “como é que estão os cerca de 500 mil portugueses que estão na Venezuela?”.

“Isso é que eu preciso de saber, se estão a ser bem acompanhados, se estão a ser protegidos, se estão em segurança. A minha preocupação vai para eles”, insistiu, escusando-se a ir mais longe no tema apesar da insistência dos jornalistas.

O ministro Paulo Rangel disse no sábado acreditar que Luís Marques Mendes ficará “em primeiro” na eleição presidencial, mas avisou contra “aventuras liberais” e para o “voto em branco” que diz ser escolher Seguro ou Gouveia e Melo.

Lusa

Cotrim Figueiredo diz ser “muito grave” que PSD pressione militantes para votarem em Marques Mendes

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou este domingo, 11, “muito grave” que o PSD esteja a pressionar os seus militantes para votarem em Luís Marques Mendes, como se o partido fosse “dono dos votos e das consciências das pessoas”.

“Se há dentro do PSD quem acha que pode pressionar pessoas que vão votar de forma diferente e, que isso, pode, em 2026, condicionar a escolha livre dos portugueses, é muito grave”, afirmou o também eurodeputado.

Estas considerações do antigo líder da IL surgiram depois de se ter cruzado, durante uma visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal, com cinco militantes do PSD que denunciaram “pressões e retaliações” por não votarem no candidato apoiado por aquele partido – Luís Marques Mendes.

Cotrim Figueiredo no mercado do Livramento, em Setúbal.
Cotrim Figueiredo no mercado do Livramento, em Setúbal.FOTO: RUI MINDERICO/LUSA

“Há muitos militantes do PSD que o apoiam, mas têm medo de dar a cara por medo dos grandes, mas eu não tenho, sou livre”, disse um daqueles militantes sociais-democratas.

Enquanto aquele falava, a ex-deputada do PSD Liliana Reis, que tem estado sempre ao lado de Cotrim Figueiredo na campanha eleitoral, dizia baixinho: “É muito triste ouvir estas histórias”.

O militante, acompanhado de um outro, vincou que apoia Cotrim Figueiredo porque é, na sua visão, o melhor candidato e, como homem livre que é, não tem medo de o assumir.

“Tem havido muitos relatos destes. O que eu tenho esperança é que não haja mais gente a vir referir retaliações e pressões porque isso é grave”, respondeu o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.

Cotrim Figueiredo acrescentou que há dias, numa arruada, também teve informações parecidas de militantes do PSD, o que demonstra que aquele partido se acha “dono dos votos das pessoas e dono da consciência das pessoas”.

“Eu espero que sejam apenas casos isolados e que não haja nenhuma manobra mais ou menos orquestrada para pressionar pessoas que sejam militantes notórios do partido em várias regiões para não votarem noutros candidatos”, assinalou.

Pedindo para deixarem as pessoas votarem livremente, Cotrim Figueiredo assinalou que, se as pessoas não estão a escolher Marques Mendes, então “façam uma campanha melhor”.

Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa já votou: "Renovar é a força da democracia"

Marcelo Rebelo de Sousa votou esta manhã, dia 11 de janeiro, para as eleições presidenciais que se realizam no próximo dia 18, na Cidade Universitária, em Lisboa. O Presidente da República costuma votar em Celorico de Basto, mas explicou ao jornalistas, depois de ter votado, as razões que o levaram a antecipar o voto.

"Eu para a semana tenho a visita de um chefe de Estado, o Presidente da Estónia, que escolheu vir no fim da semana, mesmo em cima da eleição. Portanto, não dava. E é uma vantagem enorme as pessoas poderem votar antecipadamente, quando têm vidas complicadas e vão de um sítio para o outro. É um avanço muito grande na democracia. E neste caso, em que há um círculo único, é mais fácil".

A vinda do Presidente da Estónia coincide com "o fim da campanha eleitoral e na transição para o período de reflexão" disse Marcelo Rebelo de Sousa. Era complicado compatibilizar, estar com ele, despedir-me dele, a partida dele, e depois ir para Celorico".

Se houver uma segunda voltas nestas Presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa diz que votará em Celorico de Basto.

Marcelo Rebelo de Sousa na mesa de voto na Cidade Universitária, em Lisboa.
Marcelo Rebelo de Sousa na mesa de voto na Cidade Universitária, em Lisboa.Foto: Reinaldo Rodrigues

Questionado sobre se voto antecipado em mobilidade pode contribuir para reduzir a abstenção nestas presidenciais, Marcelo disse que "é um contributo fundamental. É um avanço em democracia. Centenas de milhares de portugueses poderem votar, e não serem obrigados a não votar, por dificuldades da sua vida, profissional, familiar, pessoal, é um grande salto na democracia portuguesa", reforçou.

O chefe de Estado disse que "é bom para a democracia os portugueses votarem, porque cada vez que se vota, está-se a mudar e a democracia é isso. A diferença é que a democracia e a ditadura é que na ditadura não se pode mudar os responsáveis, na democracia pode-se, não se gosta, muda-se".

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que estas eleições presidenciais coincidem com "o fim de um ciclo, são 50 anos sobre o 25 de Abril. Muita gente desse tempo, ou já morreu, ou já está muito afastada de tudo. E esse renovar em democracia é a força da democracia. E, neste caso, é a força de Portugal".  

Cem personalidades do centro-direita lançam manifesto de apoio a Gouveia e Melo

Cem personalidades dá área do centro-direita, na sua maioria do PSD, divulgaram este domingo, dia 11, um manifesto de apoio à candidatura presidencial de Gouveia e Melo, documento que cita Sá Carneiro e alerta para a crise da democracia.

“Ao longo dos tempos, e em muitas circunstâncias da sua vida, os abaixo-assinados serviram ou ainda servem o país através dos partidos integrantes da AD (Aliança Democrática), exercendo as mais diversas funções como titulares dos órgãos internos do PSD ou do CDS, ou em cargos públicos por indicação desses partidos, ou, ainda, em governos por eles apoiados”, refere-se no documento.

Subscrevem o abaixo-assinado figuras do PSD como Adão Silva, Alberto João Jardim, Ângelo Correia, António Capucho, David Justino, Fernando Negrão, Henrique Chaves, Isabel Meireles, Manuela Aguiar, Miguel Cadilhe, Mónica Quintela e Paulo Mota Pinto.

No “manifesto dos cem” constam também ex-responsáveis do CDS como Laplaine Guimarães, o ex-presidente deste partido Francisco Rodrigues do Santos e o madeirense José Manuel Rodrigues. É ainda assinado por ex-governantes como o antigo secretário de Estado Alípio Dias e o antigo presidente da Câmara de Lisboa Carmona Rodrigues, entre outros.

Os subscritores do manifesto acreditam que a presente situação exige “atitudes de coragem e de frontalidade na defesa genuína do superior interesse do país”, sobretudo face à “complexa situação político-militar global”.

Referem, também, a existência de um “notório descontentamento com a degradação da qualidade da democracia representativa, que tem originado um perigoso crescimento da intolerância e das forças mais extremistas”, assim como um “fraco desempenho económico e social”

Neste contexto, citam o fundador e primeiro líder do PPD, Francisco Sá Carneiro, que “ensinou a ordem das prioridades: primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um”.

Lusa

"Numa eleição tão fragmentada não há razão para sacrifício dos votos"

Marisa Matias votou este domingo em antecipação para as Presidenciais de 2026 defendendo que numas eleições muito fragmentadas que deverão levar a uma segunda volta pela segunda vez em democracia, os eleitores não devem pensar no voto útil.

"Numa eleição tão fragmentada, não há nenhuma razão para as pessoas fazerem sacrifício dos votos. Têm que votar convictamente, votar com gosto, votar em quem acreditam", disse a antiga eurodeputada do Bloco de Esquerda, que também já foi candidata à Presidência da República, em 2016 e 2021.

"Nunca tivemos uma eleições tão fragmentadas como estas serão muito provavelmente, a não ser que houvesse uma surpresa gigantesca", admitiu, acrescentando que "estão muito fragmentadas, mas estão ainda mais fragmentadas à direita do que à esquerda. Na esquerda creio que o voto está mais estabilizado e é um espaço mais reduzido".

Marisa Matias considera que "neste contexto, e dos perigos que vivemos para a nossa vida em conjunto, em que está a grassar tanta raiva, tanto ódio, tantos ataques, às pessoas, aos trabalhadores, a imigrantes, é importante que se mantenham todas as vozes, e sobretudo, as vozes de quem defende um país em que somos todos, mas realmente todos iguais, em que lutamos em conjunto por um futuro comum e não o que tem sido muito esta campanha, de ataques individuais e pouco daquilo que têm sido os problemas das pessoas, do custo de vida, acesso à habitação, da saúde".

E defende que o trabalho da candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins, "está à vista de todos". "Não há dúvidas em relação à sua personalidade, não há dúvidas em relação à sua trajetória política, a conflitos de interesses, é a Catarina e tem lutado sempre por uma sociedade e um país muito mais justo e muito mais solidário e acho que é a única candidata em que temos as garantias de como é que vai ser".

Urnas abriram às 8h00 para voto antecipado

Este domingo, 11 de janeiro, as urnas para a eleição do próximo Presidente da República abriram às 8 horas para quem solicitou voto antecipado em mobilidade.

Até às 19 horas, os cerca de 218 mil eleitores que realizaram esse pedido podem exercer o seu direito de voto no município previamente escolhido.

Cada município do continente e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira têm de disponibilizar pelo menos um mesa de voto.

De acordo com os dados enviados à Lusa pela Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) inscreveram-se, até às 23:59 de quinta-feira, 218.481 eleitores na modalidade de voto antecipado em mobilidade.

Foto: Reinaldo Rodrigues

Os distritos com maior número de inscritos são Lisboa (67.168), Porto (35.016), Setúbal (18.276), Braga (11.882), Aveiro (11.368) e Coimbra (11.003).

Na impossibilidade de votar antecipadamente em mobilidade, apesar de pedido, o eleitor pode exercer o seu voto no dia da eleição, 18 de janeiro, na secção onde se encontra recenseado.

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