João Cotrim concorda com a greve geral. "Se os parceiros sociais não chegam a acordo com o Governo, a greve é direito legítimo", considera, falando depois de uma lei laboral que é "passo em frente para a adaptação ao que vem aí." "Vai fazer ajustamentos, evitar despedimentos coletivos e isso tem acontecido de forma anormal em Portugal. Não é o pacote laboral perfeito, pode haver mais equilíbrio. Estou contra as propostas na amamentação por exemplo", detalha, considerando, no entanto, que "Portugal tem uma alta taxa de precariedade e que a rigidez não tem ajudado."
Jorge Pinto constatou uma "diferença profunda" entre ambos. "Temos três grandes problemas no emprego. Somos o segundo país europeu mais precário, temos alto fosso salarial entre homens e mulheres e baixa natalidade. Este pacote não resolve nada. Esta direita quer transformar Portugal no Bangladesh. Não é o país que eu quero. Há um círculo vicioso de baixo valor acrescentado. Não há nada que indique que esta lei aumente salários. Vai prejudicar a decisão de ter o primeiro filho, há instabilidade no emprego", explicou, acrescentando que para criar valor económico defende "introdução da tecnologia, automação e uma economia própria e de investigação."
Cotrim fechou a alínea emprego. "Ouvi o Jorge Pinto dizer que temos de crescer e aumentar salários e devia perguntar porque empresas não vêm para Portugal? Temos carga fiscal, burocracia excessiva e rigidez laboral. Sem esses empregos, vai ser impossível pagar salários superiores a isso. Todos queremos que os salários subam e isso só acontece com mais empresas a crescer", concluiu.