O antigo primeiro-ministro e líder social-democrata Pedro Passos Coelho defendeu, numa entrevista ao ECO, que “muito provavelmente” será o Chega e não o PS o partido mais votado se o PSD perder as próximas eleições legislativas.“É o partido que está mais próximo de poder aspirar a amealhar algum descontentamento que possa ser gerado pelo exercício de poder governativo, mesmo que o Presidente da República seja da área socialista”, disse o antigo primeiro-ministro, que na semana passada agitou o Governo de Luís Montenegro com uma sucessão de intervenções públicas em que deixou críticas que foram desde o “precedente grave” da escolha de Luís Neves para o Ministério da Administração Interna até à sugestão de que a AD deverá procurar reforçar-se em novas eleições caso a oposição se junte para rejeitar as alterações à legislação laboral.Na entrevista ao ECO, Passos Coelho defende que, após o “resultado modesto” nas legislativas de 2025, o seu antigo líder parlamentar deveria ter procurado fazer um acordo de regime com o Chega e a Iniciativa Liberal. “O Governo poderia ter optado por encontrar um quadro que pudesse ter a virtualidade de ser mais estável à partida. Não sei se seria possível, mas só quando tentamos é que sabemos. O que seria expectável e que esse quadro pudesse ser negociado dentro daquilo que chamamos a direita parlamentar, porque o país virou à direita e há uma grande maioria no Parlamento”, disse.Reafirmando que não se está a candidatar “a coisa nenhuma”, Passos Coelho disse que não vê razão para “estar a dissimular” eventuais intenções nesse sentido. “Quando eu quiser candidatar-me, candidato-me, e anuncio que me vou candidatar ”, disse, acrescentando que quem não sente “necessidade de correr atrás de nada”, mas também não sente “necessidade de excluir qualquer coisa que venha a fazer no futuro..Passos Coelho fala, muita gente sonha e a dor de cabeça de Montenegro nasce