Governos Eanistas: posse de Maria de Lourdes Pintasilgo, 1979. A presidência antes da revisão de 1982 e num período em que o desenho do regime ainda estava em definição.
Governos Eanistas: posse de Maria de Lourdes Pintasilgo, 1979. A presidência antes da revisão de 1982 e num período em que o desenho do regime ainda estava em definição.DR Museu da Presidência (fotógrafo não identificado)

PAN propõe Maria de Lourdes Pintasilgo no Panteão Nacional

Inês de Sousa Real, no Dia da Mulher, valoriza simbolismo da antiga primeira-ministra. Avança com projetos de paridade de género para empresas, listas a cargos políticos e Tribunal Constitucional.
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O PAN avançou com uma proposta à Assembleia da República para dar à antiga primeira-ministra Maria de Loures Pintasilgo as honras de pertencer ao Panteão Nacional. Este projeto de resolução foi entregue, também para assinalar o Dia da Mulher, neste 8 de março, propondo a homenagem pelo significado simbólico para a história da participação política das mulheres portuguesas, relembrando a única mulher que liderou um governo e também a primeira a candidatar-se à Presidência da República. O PAN releva ainda Pintasilgo como sendo uma "das mais relevantes personalidades públicas do Portugal democrático e das vozes mais originais do pensamento político português da segunda metade do século XX."

Atualmente existem 20 figuras com honras de Panteão Nacional. Pintasilgo faleceu em julho de 2004.

Retomando o que tinha sido parte do programa eleitoral, o PAN estabelece propostas pela igualdade de género com inclusão de quotas para mulheres nos órgãos principais das entidades do setor público empresarial, das empresas cotadas em bolsa, das grandes empresas e das empresas dos setores da banca e dos seguros.

O PAN defende ainda que "a Lei da Paridade passe a exigir igualdade plena entre homens e mulheres na composição de listas" para cargos políticos, impedindo que haja "duas pessoas do mesmo género seguidas", ou seja, consolidando um aumento para 50%, quando, atualmente, as listas têm de ter uma mulher em cada três inscritos.

Especificamente para o Tribunal Constitucional, Sousa Real propõe que se assegure a "representação mínima de 40 % de cada um dos géneros". Sendo 13 juízes eleitos, o PAN estipula que um mínimo de cinco sejam mulheres. Atualmente, estão quatro mulheres nomeadas: Maria Benedita Urbano, Mariana Canotilho, Dora Lucas Neto e Joana Fernandes Costa. Mas o partido olha, especificamente, às três substituições que terão de ser feitas.

Inês de Sousa Real deu ainda entrada com um projeto de resolução que sugere a "concessão do grau de dama da Ordem da Liberdade a Gisèle Pelicot", vincando o "reconhecimento pela sua coragem cívica e pelo contributo para a consciencialização internacional sobre a violência contra as mulheres". O PAN convida Pelicot, um símbolo da luta contra a violência de género em França, a participar nas iniciativas institucionais promovidas pela Assembleia da República para evocar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a realizar em 25 de novembro de 2026.

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