O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro
O secretário-geral do PS, José Luís CarneiroCARLOS M. ALMEIDA/LUSA

José Luís Carneiro cita Cavaco Silva para chamar Governo de incompetente

"O professor Cavaco silva disse, e bem, que um Governo que ao fim de seis meses continua a justificar os seus erros, as suas insuficiências com os governos do passado é um Governo incompetente".
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O secretário-geral do Partido Socialista (PS) citou este domingo (8) o antigo presidente e antigo primeiro-ministro social-democrata Cavaco Silva para dizer que o atual Governo é incompetente. José Luís Carneiro lamentou também que Luís Montenegro não tenha chamado todos os partidos para debater a habitação.

“Este Governo já vai quase para três anos, não pode estar permanentemente a falar do passado. Aliás, o professor Cavaco silva disse, e bem, que um Governo que ao fim de seis meses continua a justificar os seus erros, as suas insuficiências com os governos do passado é um Governo incompetente que não merece estar a governar”, disse o líder do PS, que considerou que “as propostas do governo estão a provocar graves resultados na vida das pessoas”.

“Seguindo as palavras do professor Cavaco Silva, o primeiro-ministro tem que se concentrar nas respostas. As políticas do Governo aumentaram em mais de 41% os custos com a habitação”, vincou.

Referindo que a renda moderada, considerada pelo Governo em 2.300 euros, “aumentou em 34%”, disse que hoje há “mais 18% de jovens a viver em casas partilhadas, portanto, quem tem que mudar é o Governo nas suas opções”.

Neste sentido, defendeu que a proposta de nova lei do arrendamento que o executivo levou à Assembleia da República “é inviável, porque acentuará as dificuldades dos jovens a entrar numa casa, porque em vez de pagar duas rendas, tem de pagar três; as rendas deixam de ter teto e lançam a insegurança nas pessoas”.

Em relação às pessoas “com mais idade”, apesar da proteção existente para quem tem mais de 65 anos, “estão a ser notificados os que têm 63 e 64 para lhes ser aplicados valores de renda que não podem pagar”, disse.

Por isso, defendeu que o “Governo é que tem que meter a mão na consciência e refletir sobre os erros que integram” a proposta que levou ao Parlamento e aceitar discutir com todos os partidos e não só com PS e o Chega.

“Achei muito mal que o primeiro-ministro não tivesse recebido também os outros partidos que estão na Assembleia da República. Não percebo porque é que desconsiderou os outros partidos, porque em democracia é tão importante um partido que tem um deputado como um que tem 90, 80 ou 50 deputados, porque ali está a representação da vontade expressa dos eleitores e do povo português”, defendeu.

O líder do PS disse esperar que o Governo “meta a mão na consciência e procure construir uma solução nova”, até para responder ao apelo do Presidente da República, António José Seguro.

“A minha proposta é para que sejamos capazes de construir uma nova solução, que parta, também, dos contributos do PS em relação à garantia pública que proteja os jovens, as famílias das classes médias e mais idosos. E que também proteja os proprietários, mas queremos regular a especulação imobiliária, que é uma visão diferente da do Governo”, afirmou.

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