Conselho de Ministros não discutiu polémicas que envolvem Luís Neves, garante Leitão Amaro
As polémicas envolvendo o ministro da Administração Interna, Luís Neves, não foi tema debatido na reunião do Conselho de Ministros desta sexta-feira, 17 de julho. Esta foi a resposta do ministro António Leitão Amaro, no briefing, quando questionado sobre o assunto por jornalistas.
"Não houve nenhuma deliberação do Conselho de Ministros sobre esse assunto que eu aqui vos deva transmitir. E eu não tenho nenhuma informação concreta sobre os factos a que aqui referiram nas vossas questões", respondeu.
Várias foram as perguntas sobre o tema, citando a informação de que a Polícia Judiciária (PJ) vai investigar o aparecimento do atrelado na propriedade do amigo de Luís Neves. Leitão Amaro reiterou a confiança na PJ. "Sobre a Polícia Judiciária, é dizer que temos toda a confiança na Judiciária e acho que os portugueses têm toda a razão para ter toda a confiança", afirmou.
O ministro ainda referiu que o Governo "não está calado" em relação ao tema, recordando que o primeiro-ministro falou sobre o assunto no debate do Estado da Nação. "Não é adequado, se me permite, dizer que o Governo esteve calado quando o primeiro-ministro falou, há menos de 24 horas, para todo o país, sobre o assunto", alegou.
PJ e PGR vão investigar
Na sequência de uma notícia sobre ter sido encontrado um atrelado apreendido numa operação contra o tráfico de droga nas instalações da Construbarcelos - empresa do amigo de Luís Neves, a PJ anunciou a abertura de uma investigação.
Fonte oficial da Procuradoria Geral da República também confirmou ao DN a abertura de um inquérito sobre bens apreendidos na Operação Pacoba, uma investigação relacionada com tráfico de droga, onde o atrelado foi apreendido. "O que se confirma é a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado “Operação Pacoba”. Mais se informa que este processo “Operação Pacoba” conheceu despacho de acusação e, neste momento, encontra-se em fase de julgamento, no Juízo Central Criminal de Lisboa", afirmou a referida fonte oficial.
Acrescentou que o "Ministério Público tem vindo ainda acompanhar outros factos noticiados e, nos termos da lei, procede à respetiva análise; havendo fundamento e necessidade, desenvolve depois todas as diligências que considera pertinentes ou adequadas".
