Portugal e mais onze países da NATO reforçaram esta quarta-feira (8 de julho) o seu compromisso de assumir “maior responsabilidade” pela “segurança marítima” no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Ártico, prometendo reforçar as suas capacidades na próxima década.De acordo com uma nota publicada no site do Governo da Noruega, este “compromisso conjunto”, firmado durante a cimeira da NATO em Ancara, inclui o Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Países Baixos, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia e o Reino Unido”.Estes países reforçaram o seu compromisso de assumir “uma maior responsabilidade marítima na dissuasão e defesa no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Oceano Ártico”.“Os nossos países dispõem já de capacidades e plataformas marítimas modernas e têm planos para reforçar significativamente essas capacidades ao longo da próxima década, posicionando-nos como uma força coletiva apta a conduzir operações marítimas de elevada intensidade”, lê-se na nota.Este conjunto de aliados compromete-se a reforçar “o treino, os exercícios e as operações em todo o espetro das operações marítimas na região euro-atlântica”.Os países comprometem-se ainda a “reforçar as capacidades de comando e controlo marítimos e a dar prioridade a investimentos” que aumentem a sua “consciência situacional em todos os domínios”.O grupo, no qual se inclui Portugal, compromete-se também a intensificar “a aposta na inovação para desenvolver capacidades e efeitos marítimos relevantes”.De acordo com a nota, os aliados europeus e o Canadá “estão dispostos e são capazes de assumir uma parte justa dos encargos, reforçando simultaneamente a unidade e a coesão da NATO”.“Este compromisso demonstra uma Europa mais forte numa NATO mais forte, com a Europa e o Canadá a assumirem maior responsabilidade pela nossa segurança euro-atlântica comum, em estreita coordenação com os Estados Unidos”.“Perante um ambiente de segurança cada vez mais desafiante, este compromisso demonstra a nossa vontade e capacidade para dissuadir e defender-nos da ameaça de longo prazo representada pela Rússia”, lê-se no texto..Reino Unido e nove Estados europeus criam força naval complementar da NATO.Trump chega a Ancara “muito desapontado com a NATO” e com ameaças à Europa