Chega desafia Governo a fazer auditoria à Segurança Social antes do OE2027
O líder do Chega desafiou esta terça-feira, 25 de agosto, o Governo a avançar, antes da discussão do próximo Orçamento do Estado, com uma auditoria à Segurança Social que conclua quantas pessoas recebem “pensões milionárias e imorais”.
André Ventura adiantou, numa conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa, que o Chega vai apresentar na Assembleia da República um projeto de resolução no qual recomenda ao Governo uma auditoria à Segurança Social que identifique “quantas pessoas há a receber pensões milionárias e imorais, quantas acumulam estas pensões milionárias com salários igualmente milionários, quantos foram os que destes foram nomeados pelo Estado para cargos, precisamente tendo em conta a sua idade, para que combinassem salário com a sua pensão”.
O Chega pretende também conhecer quantos suplementos foram atribuídos “de forma indevida no Estado como complementos salariais ao longo dos últimos anos”.
“É garantir o mínimo de moralidade antes de uma discussão sobre Segurança Social. É isso que queremos fazer, é essa a proposta que temos para o Governo se quiser discutir isto verdadeiramente do ponto de vista da sustentabilidade da Segurança Social”, explicou Ventura, que apelou para que “a discussão central da Segurança Social, que terá obrigatoriamente lugar neste Orçamento do Estado, seja feita nos termos certos e não nos termos sempre errados que tem sido feita”.
O líder do Chega deu o exemplo da notícia desta terça-feira do Correio da Manhã, que revela que o antigo ministro Correia de Campos acumula uma pensão de 5524 euros com um salário de 3000 euros, considerando que se trata de uma “absoluta anormalidade no sistema de Segurança Social português“.
Ventura adiantou ainda que pediu para ser constituído como assistente no processo relativo à alegada invasão do seu gabinete na Assembleia da República, mas ainda não teve resposta.
Sobre o incêndio na sede do Chega em Évora, citou um relatório dos bombeiros para voltar a alegar que “há grande probabilidade de fogo posto” porque “à hora a que se deu o segundo incêndio toda a eletricidade e toda a energia estavam cortadas no edifício” e “a zona de pressão térmica residual mais forte, geralmente o início ou foco do incêndio, estava junto das janelas da sede”.
Ventura reafirmou que participou à Procuradoria-Geral da República e espera “uma investigação criminal que possa determinar as origens e também a causa, e no caso os autores do fogo colocado na sede do partido“.
