A CGTP, através do seu secretário-geral, Tiago Oliveira, convocou esta sexta-feira (1 de maio), quando se assinala o Dia do Trabalhador, uma greve geral para 03 de junho.“A CGTP vai convocar hoje, no 1.º de Maio, todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral no próximo dia 03 de junho”, declarou Tiago Oliveira em entrevista à RTP Notícias.“Vamos realizar uma grande greve geral. Vamos continuar a trilhar este caminho de denúncia, mas também de luta por uma vida melhor. Vamos continuar a trilhar este caminho de exigência da retirada do pacote laboral e que comecemos a discutir, isso sim, questões que permitam aos trabalhadores sair das circunstâncias que hoje se encontram”, declarou ainda o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses.O líder da CGTP estava a referir-se ao pacote laboral que o Governo pretende apresentar ao parlamento para introduzir mudanças na Lei do Trabalho.“É sempre importante o dia 01 de Maio. É um momento de festa e de comemoração, mas é um momento de luta”, afirmou Oliveira.Segundo o secretário-geral da CGTP, o sindicato tem denunciado as grandes dificuldades que os trabalhadores estão a enfrentar atualmente.“Aquilo que estamos a viver não corresponde ao que o Governo coloca na retórica pública”, disse o secretário-geral da CGTP, referindo que as propostas governamentais só aumentarão, por exemplo, a precariedade no trabalho.“Em relação ao pacote laboral, passaram-se nove meses desde o início daquilo que foi apresentado ao país e aos trabalhadores e que conduziu à greve geral de 11 de dezembro. Nada mudou, está tudo lá”, nomeadamente a precariedade no trabalho, a facilitação no despedimento, o 'outsourcing', o banco de horas, dificultar a atuação dos sindicatos e o ataque ao direito à greve.“Tem tudo sido uma encenação, uma telenovela”, afirmou Oliveira, lembrando que os trabalhadores já rejeitaram o pacote laboral.Em entrevista também à RTP Notícias, o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, declarou que não pensaram ainda sobre a realização de uma greve geral, pois ainda estão num período de negociações com o Governo.A UGT tem negociado o pacote laboral com o Governo, ao contrário da CGTP que está afastada do processo, mas, segundo este último, por culpa do Executivo.“Tenho uma reunião no dia 07 na concertação social. Portanto, a seu tempo, nós analisaremos quais são as respostas que temos de dar relativamente ao processo de negociação que está em curso sobre o projeto do Governo”, afirmou Mourão.“Neste momento, não está excluída nenhuma forma de luta da UGT. Ainda não é o momento de fazer o anúncio de qualquer iniciativa de resposta a este pacote laboral”, afirmou o líder da UGT, referindo que, mesmo que o sindicato não chegue a acordo com o Governo, continuara a realizar o seu trabalho no parlamento, para onde será enviado o projeto governamental.“Estamos muito longe de chegar a um acordo” face às propostas apresentadas pelo Governo, indicou Mourão..Manuel Carvalho da Silva. “Foi o 1.º de Maio de 1974 que transformou o golpe militar numa revolução em marcha”.1.º de Maio: Centrais sindicais antecipam milhares nas ruas e avançam com novas formas de luta