O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro
O secretário-geral do PS, José Luís CarneiroPAULO CUNHA/LUSA

Carneiro diz que o PS foi o primeiro a defender a redução do IVA dos combustíveis

Líder socialista responde a André Ventura, que o desafiou a aprovar a redução do IVA sobre os combustíveis dos atuais 23% para a taxa intermédia de 13%.
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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, sublinhou esta segunda-feira, 14 de setembro, que os socialistas foram os primeiros a apresentar propostas para a redução do IVA nos combustíveis.

“Eu já disse que nós fomos os primeiros a apresentar as propostas [para a redução do IVA nos combustíveis]”, insistiu o socialista à entrada para reuniões com associações empresariais em Matosinhos, no distrito do Porto.

O líder socialista reagia às declarações do presidente do Chega, André Ventura, que, na sexta-feira, o desafiou a aprovar a redução do IVA sobre os combustíveis dos atuais 23% para a taxa intermédia de 13%.

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Questionado sobre se ia ou não aprovar a proposta do Chega, o socialista frisou que a questão não pode ser colocada nesses termos porque, assim, dá ideia de que o PS foi o último a apresentar propostas nesse sentido e não foi.

“As propostas que estão na Assembleia da República foram as propostas apresentadas por nós. Eu pedia o vosso esforço para procurarem validar aquilo que eu estou a afirmar”, assinalou.

Perante a insistência dos jornalistas, José Luís Carneiro considerou que se deve é perguntar ao Chega se vai votar a favor das propostas do PS.

“Eu fui o primeiro líder partidário, no debate com o primeiro-ministro quando se deu início à guerra do Médio Oriente, a lembrar que era necessário adotar uma abordagem integrada, nomeadamente nos custos com os combustíveis, nos custos com a eletricidade, nos custos com o gás, nos custos com os bens alimentares e também nos custos com o crédito à habitação”, persistiu.

E, na altura, o Governo desvalorizou, disse o socialista, acrescentando que, no entanto, o tempo lhe veio dar razão.

“Depois apresentámos várias propostas na Assembleia da República, propostas que foram inviabilizadas com os votos da AD, do Chega e da Iniciativa Liberal e pedimos para agendar um debate de urgência para a próxima sexta-feira precisamente sobre a questão dos custos de vida”, assinalou.

Em sua opinião, quem “folga as costas” do Governo é quem apresenta um ponto de fuga para aquilo que é a incapacidade de o Governo responder às questões.

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