José Luís Carneiro e Carlos César
José Luís Carneiro e Carlos CésarFoto. TIAGO PETINGA/LUSA

Carneiro diz que não procura eleições antecipadas, mas que PS estará preparado

O líder do PS entregou ao presidente do partido a sua moção global de estratégia com a qual se apresenta às diretas e disse que vê na AD “o principal fator de instabilidade”.
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O recandidato à liderança socialista, José Luís Carneiro, assegurou esta quinta-feira, 26 de fevereiro, que o PS não procura eleições antecipadas nem crises, mas estará “preparado para todas as responsabilidades”, secundando críticas de Passos Coelho à AD que acusa de “fator de instabilidade”.

José Luís Carneiro entregou ao presidente do PS, Carlos César, a sua moção global de estratégia com a qual se apresenta às diretas e ao XXV Congresso Nacional, uma recandidatura na qual não terá opositor já que o prazo termina esta quinta-feira e até agora não apareceu nenhum nome.

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“O PS não criará crises políticas, mas estará preparado para todas as responsabilidades”, respondeu aos jornalistas depois do ato formal da entrega.

O líder do PS disse ainda que vê na AD “o principal fator de instabilidade”.

“Olhando para as declarações do doutor Passos Coelho em relação ao Governo, elas de facto suscitam a maior preocupação sobre a capacidade da própria AD manter a estabilidade política no país”, referiu. 

Para Carneiro, o antigo primeiro-ministro “tem razão quando diz que não há qualquer reforma do Estado, contrariamente àquilo que o Governo apresenta”, concordando também quando o social-democrata “diz que o Governo está a enxamear toda a Administração Pública com cargos de cariz partidário, fragilizando as funções essenciais do Estado”.

No texto da moção pode ler-se que os socialistas não procuram “eleições legislativas antecipadas”, mas têm “que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades”.

“Esta Moção de Política Global que proponho ao Congresso Nacional é isso mesmo, o continuar de um amplo movimento participativo de preparação das políticas da futura governação do PS”, refere.

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