Vara ainda em liberdade porque a Relação do Porto se esqueceu de documentos

Juíza de Aveiro atribui atraso na emissão do mandado de detenção de Armando Vara à falta de documentos nos autos.

A falta de dois apensos nos autos enviados pela Relação do Porto para o tribunal de Aveiro têm inviabilizado a emissão do mandado de prisão de Armando Vara, indicou esta segunda-feira a juíza encarregue do processo.

A informação, noticiada pelo jornal digital Observador, consta de um comunicado do Tribunal Judicial de Aveiro onde a juíza Marta de Carvalho explica as razões para Armando Vara - que se disponibilizou, a 12 de dezembro, a apresentar-se na prisão para cumprir a pena - continuar a aguardar há quase um mês pela respetiva ordem de detenção.

Segundo aquela juíza, a Relação do Porto esqueceu-se de juntar "dois apensos" aos autos que enviou no final de dezembro para o tribunal de Aveiro - depois de o Tribunal Constitucional ter rejeitado o último recurso de António Vara.

Em falta está a "certificação anterior da tramitação anterior ao acórdão do Tribunal Coletivo, designadamente os termos de identidade e residência de qualquer dos arguidos recorrentes, instrumentos de procuração, notificações de atos processuais, autos de interrogatório judicial e despachos relativos a eventuais medidas de coação, certificação de mandados ou autos de detenção", segundo o comunicado.

Pedidos de prescrição apresentados à última hora por outros três arguidos no processo Face Oculta: Manuel Gomes, João e Hugo Godinho (filho e sobrinho do sucateiro Manuel Godinho, respetivamente).

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