Secretário-Geral do PSD falta mas está presente no livro de ponto

José Silvano, secretário-geral do PSD "quase só" vai ao Parlamento marcar o ponto, refere o Expresso. Quando não vai, há alguém que marca por ele, apesar de a presença ter que ser registada em suporte informático e com password intransmissível.

No dia 18 de outubro, o secretário-geral do PSD andou com Rui Rio pelo distrito de Vila real, participando em vários reuniões, mas esteve também presente na sessão parlamentar dessa tarde em Lisboa. Pelo menos, assim o confirma o registo de presenças da Assembleia da República, divulga o jornalExpresso, na sua edição de hoje.

Ou seja, alguém registou a presença de José Silvano logo no início da sessão, mas para isso é necessário que tenha feito login no registo pessoal do secretário-geral do PSD na sala do plenário, já que não é permitido o acesso remoto, segundo explica o jornal, e que conhecesse a sua password pessoal, que deveria ser intransmissível.

Ao Expresso, José Silvano começou por afirmar que esteve presente em todas 13 sessões plenárias, como atesta o livro de presenças da Assembleia da República (AR), admitindo que nalgumas situações pouco tenha assistido aos trabalhos, por causa das funções como secretário-geral, mas vai ao Parlamento, pelo menos, "assinar" a presença. "Eu vou sempre lá quase só para marcar [a presença]. Normalmente, vou a todas faço questão de marcar", referiu ao semanário.

Mas confrontado com o dia ausência no dia 18, o dirigente do PSD acabou por admitir que nesse dia não validou a presença. Se tal aconteceu, "alguém pode ter validado. Eu não validei", justificou. Sobre se deu a sua password a alguém, José Silvano começou por dizer que ele não tinha dado, mas que a password é a mesma desde o início do mandato, desde há três anos, e que é fácil de saber qual é. Mas é peremptório ao afirmar que nunca ter pedido a alguém para marcar a sua presença, não tendo sequer conhecimento de que alguém o faça.

O secretário-geral do PSD reconhece ainda não ter feito o que é normal, apresentar uma justificação ao Parlamento por estar fora em trabalho político, o que é aceitável, mas se tal acontecer os deputados perdem direito aos 69 euros de ajudas de custo que recebem por cada dia em que participam nos trabalhos parlamentares.

José Silvano rejeitou ao Expresso qualquer intenção de assegurar este subsídio no dia 18, até porque vai informar a Assembleia da República da sua falta, mesmo que fique com falta injustificada, prometendo que vai averiguar o que se passou.

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