Secretário de Estado nomeou primo como adjunto. Agora, este demitiu-se

Ministro do Ambiente não tinha conhecimento da relação familiar.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, nomeou um primo como adjunto do seu gabinete. A nomeação data de outubro do ano passado, mas a relação familiar não seria do conhecimento do ministério. Agora, divulgada a relação, Armindo dos Santos Alves (o primo) apresentou a demissão do cargo.

A notícia foi avançada pelo jornal online Observador. Ao DN, fonte oficial do gabinete do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, confirmou que o adjunto do secretário de Estado se demitiu. A mesma fonte acrescentou que o ministro não sabia do parentesco entre o secretário de Estado e o adjunto agora demissionário. Ficou a saber apenas ontem, quando o Observador questionou o ministério sobre este assunto.

Esta é a primeira demissão no âmbito da polémica sobre as relações familiares no governo liderado por António Costa. A presença de familiares no executivo foi, aliás, a linha vermelha traçada pelo primeiro-ministro quanto a esta matéria. Na entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, publicada no passado sábado, António Costa desvalorizou a polémica, defendendo que só se levantaria "uma questão ética se alguém nomeasse um familiar" - precisamente o que sucedeu neste caso.

No restante, o líder do executivo disse nunca ter detetado "um padrão de coincidência de opiniões em função de relações familiares ou não familiares". "As pessoas não pensam o mesmo por serem marido e mulher", sublinhou António Costa, dando o seu próprio exemplo: "Lá em casa já fiz parte de um governo e a minha mulher não deixou de se manifestar contra uma medida desse governo e continuamos casados e felizes."

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