Maria de Belém irritada com ministra da Saúde

A ex-ministra da Saúde explicou esta noite na SIC porque não foi à cerimónia de apresentação da proposta governamental de revisão da Lei de Bases da Saúde.

Um "convite personalizado". Ou seja: um telefonema. Era isso que Maria de Belém achava "importante" - e que não aconteceu. Portanto, a ex-ministra da Saúde decidiu não comparecer na cerimónia desta tarde em que o Governo apresentou a sua nova Lei de Bases da Saúde, proposta de lei que entretanto já deu entrada na Assembleia da República. Não lhe foi suficiente o convite que lhe chegou por um email enviado pela secretaria-geral do ministério da Saúde.

Maria de Belém, recorde-se, encabeçou uma comissão, nomeada pelo anterior ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que preparou uma ante proposta de nova Lei de Bases da Saúde. Foi essa a base de trabalho para se chegar à proposta que o Governo agora formalizou.

"Para uma cerimónia como estas, na qual seria apresentada uma Lei de Bases na qual tive uma participação tão ativa, justificar-se-ia um convite personalizado. Não tendo existido, não era necessário que lá estivesse presente", disse esta noite, na SIC, a ex-ministra da Saúde e ex-candidata presidencial.

Num recado direto à atual ministra da Saúde, Marta Temido, Maria de Belém salientaria que "os procedimentos em sociedade são muito importantes". Porque "há uma prática não escrita" para casos destes: "Quando algum ministro de uma determinada área quer convidar ex-ministros, normalmente faz um contacto pessoal, se tem realmente interesse em que ele esteja presente."

Quanto à substância da proposta do Governo, a ex-ministra considerou que é "uma lei técnica" mas não "um projeto como era o nosso [da comissão que elaborou a ante proposta], com uma filosofia" para a área da Saúde. Também criticou no texto governamental a ausência de medidas de incentivo para que os médicos exerçam em exclusividade no SNS.

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