Rui Rio preocupado com economia, mas otimista com vitória sobre o vírus

O líder do PSD saiu esta terça-feira de uma reunião com o Presidente, primeiro-ministro, líderes partidários e especialistas otimista por o país estar a "ganhar ao vírus", mas muito preocupado com os efeitos na economia.

Rui Rio foi o único líder partidário a falar aos jornalistas depois de participar numa sessão com apresentações técnicas sobre a "Situação epidemiológica da covid-19 em Portugal", com Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e o presidente do parlamento, a par de especialistas.

"O apelo que faço é que os portugueses cumpram o que está determinado e que fiquem em casa. Estamos a ganhar ao vírus, mas estamos a ganhar à custa de dificuldades económicas enormes", afirmou.

Depois de ouvir as explicações técnicas na reunião, que foi "extraordinariamente útil", o líder social-democrata disse que se os portugueses cumprirem as normas legais, "como têm estado a cumprir", pode "talvez" ser possível "debelar o problema de saúde mais rápido do que se esperava".

O que pode querer dizer que "o pico" é mais alto, morrem menos pessoas, "e isso é bom, claro", admitiu.

Apontou, porém, um efeito lateral, que é "o prolongamento" da pandemia durante mais tempo, o que são más notícias para a economia do país. "Quanto melhor para a saúde, pior para a economia e isto é dramático de equilibrar" em Portugal.

Rui Rio, que já tinha prometido apoiar um eventual orçamento retificativo, admitiu agora que será necessário mais um orçamento, mas complementar. "É impossível não haver um orçamento para retificar... Aliás, é [necessário] um orçamento complementar", sublinhou, afirmando ainda que, ao ser aprovado Orçamento do Estado de 2020, "ninguém previa o que viria a acontecer, que é terrível para as finanças públicas".

Do ponto de vista de saúde e da resposta à pandemia, Rio defendeu que devem ser feitos mais testes -- "quantos mais testes, melhor".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 30 mortes, mais sete do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

O país encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

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