PSD encurta distância para PS. Socialistas precisam de geringonça

Tancos fez mossa nas intenções de voto no PS. E António Costa poderá ter de voltar a olhar para a sua esquerda para formar governo. Sociais-democratas estão a sete pontos dos socialistas a quatro dias das eleições.

A acusação no caso de Tancos, que envolve o ex-ministro Azeredo Lopes, mexeu mesmo nas intenções de voto dos portugueses, apontam duas sondagens divulgadas esta quarta-feira. O PSD encurtou a distância para o PS, com sete pontos de diferença: segundo o jornal Público, os socialistas recolhem 37% dos votos dos inquiridos e os sociais-democratas atingem os 30%. Contas feitas: o PS precisará de outros partidos para governar.

Também a sondagem diária do JN/TSF/TVI, publicada esta quarta-feira no JN, aponta para um intervalo de sete pontos, mas neste caso os socialistas recuperam dos números do dia anterior, na mesma proporção em que os sociais-democratas caem (+0,3% e -o,3%). O PS está agora com 35,6% e o PSD com 28,6%, depois de cinco dias em que o partido de Rui Rio se foi aproximando do partido de António Costa. Os outros partidos à esquerda vão continuar a ser decisivos para o PS poder governar.

Na sondagem do CESOP-Universidade Católica Portuguesa para a RTP e Público (cuja ficha técnica pode ser vista aqui), realizada entre os dias 26 e 29 de setembro (Azeredo Lopes foi acusado no dia 25), o BE chega aos 10%, a CDU atinge 6%, o CDS 5% e o PAN 3%.

Neste estudo - cuja margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 3226 inquiridos é de 1,7%, com um nível de confiança de 95% - é avançada uma possível distribuição de deputados, com o PS a formar um grupo parlamentar entre 97 e 107 deputados (elegeu 86 há quatro anos). O PSD perde sempre em relação a 2015 (quando concorreu coligado com o CDS): elegeu 89 deputados, agora deverá situar-se entre os 79 e 87 parlamentares.

Já os bloquistas, que elegeram 19 ficam num intervalo que aponta para uma perda mínima ou um ganho significativo (18-24). A CDU sai castigada, qualquer que seja o cenário: a sua bancada ficará entre 8 e 13 deputados, quando em 2015 a coligação entre o PCP e o PEV alcançou 17 mandatos. Outra queda acentuada é a do CDS: elegeu 18 deputados há quatro anos, agora pode ficar apenas entre os sete e 11 lugares. O PAN subirá sempre: a sondagem aponta para a constituição de um grupo parlamentar entre dois e quatro deputados (tem um).

No mesmo estudo, dois dos atuais partidos extra-parlamentares podem chegar a São Bento: quer o Livre, quer a Iniciativa Liberal estão no intervalo 0-1. Ou elegem um deputado ou morrem na praia.

No caso da tracking poll do JN/TSF/TVI, a sondagem diária é feita com uma amostra de cerca de 600 entrevistas, em que todos os dias são acrescentadas 150 novas entrevistas, retirando as 150 recolhidas há mais tempo (a sua ficha técnica pode ser lida aqui).

Neste estudo, o BE subiu quatro décimas, para 9,5%, a CDU ficou rigorosamente igual nos 7,8%, o CDS desceu três décimas para 4,2% e o PAN também perdeu três décimas, mas fica pela primeira vez abaixo dos três pontos, com uma projeção a nível nacional de 2,9%.

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