Presidenciais. Marcelo sacode pressão: "Situação que não me preocupa minimamente"

Presidente da República visitou esta tarde a Torre de Belém para assinalar reabertura dos museus e palácios

Recandidatura presidencial? "É uma situação que não me preocupa minimamente nem aos portugueses."

Com esta frase, esta tarde, o Presidente da República tentou esta tarde, à margem de uma visita à Torre de Belém, "arquivar" o tema "Presidenciais 2021" para o qual o primeiro-ministro o lançou há dias numa visita conjunta que fizeram à Autoeuropa, em Setúbal.

"Não é uma preocupação dos portugueses. Uma coisa é a bolha mediática, outra é o que os portugueses pensam."

"O que preocupa aos portugueses é a pandemia, se há segundo surto e os salários, os empregos e os rendimentos e como a economia arranca até 2022. Daqui a cinco ou seis meses haverá a convocação para as eleições presidenciais, não é uma preocupação dos portugueses. Uma coisa é a bolha mediática, outra é o que os portugueses pensam. Logo se verá quem concorre ou não concorre", disse ainda Marcelo Rebelo de Sousa.

"Vamo-nos concentrar no que é fundamental, vamos continuar a ganhar esta maratona, e depois, no meio disso, logo se verá quem é candidato, quem não é, quem concorre, quem não concorre, o resultado da votação qual é. Francamente, até chegarmos lá temos de ganhar o essencial da maratona, é o mais importante de tudo", insistiu.

Questionado pelos jornalistas, Marcelo admitiu-se no entanto como um "Presidente do regime": "Um Presidente da República que votou a Constituição como constituinte, que participou na primeira revisão constitucional e que foi eleito e jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição não é certamente um Presidente contra o regime, porque senão não era Presidente da República."

Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que "faz parte da lógica da própria eleição presidencial e da lógica do juramento como Presidente da República jurar fazer cumprir a Constituição do regime democrático - e não subverter o regime democrático e não substituí-lo por um regime ditatorial, e não questionar o regime democrático". E - acrescentou - "qualquer Presidente que jurou a sua Constituição, dirá o mesmo".

"Na quarta-feira vou almoçar a um restaurante e hoje fui a uma pastelaria à qual não ia há dois meses. São passos cuidadosos que vão sendo dados em maio."

Marcelo visitou a Torre de Belém para assinalar a reabertura, hoje, dos museus e palácios, encerrados desde meados de março, quando foi instaurado o estado de emergência.

"Na quarta-feira vou almoçar a um restaurante e hoje fui a uma pastelaria à qual não ia há dois meses. São passos cuidadosos que vão sendo dados em maio"

Aproveitou assim para deixar um apelo: "Convido os portugueses a fazerem aquilo que muitos não fazem: conhecer o património do nosso pais, que os estrangeiros visitam e que os portugueses muitas vezes não fazem. Fiquem em Portugal e programem as vossas férias em Portugal. Aproveitem para fazer turismo em Portugal."

"Compreendo os portugueses que ainda têm algum receio, mas com cuidado, cautela e proteção, devem sair e devem vir. Têm aqui uma oportunidade única para fazerem visitas que nunca fizeram ou que já não fazem há muito tempo."

Insistindo: "Começar na Torre de Belém é começar num dos grandes monumentos da nossa pátria. O nosso património cultural é riquíssimo. Compreendo os portugueses que ainda têm algum receio, mas com cuidado, cautela e proteção, devem sair e devem vir. Têm aqui uma oportunidade única para fazerem visitas que nunca fizeram ou que já não fazem há muito tempo"

Para Marcelo, "estamos a correr uma maratona, que só deverá terminar em 2022". "É uma maratona de saúde e de regresso à vida social. Com pequenos passos e com todas as cautelas, não deixem de ir entrando aos poucos numa maior normalidade da vida social. Hoje corremos cinco quilómetros e no outono e no inverno teremos mais cinco, com a possibilidade de um novo surto", afirmou.

No contexto deste "regresso à vida social", o PR anunciou que hoje mesmo foi a uma pastelaria ("onde não ia há dois meses") e na quarta-feira irá almoçar a um restaurante: "São passos cuidadosos que vão sendo dados em maio".

Sobre a discussão na UE de um Fundo de Recuperação para os países afetados pela pandemia, o PR disse ter a "sensação de que estamos no bom caminho": por um lado pelo montante em perspetiva para Portugal; e por outro porque esse financiamento não contará para a dívida pública.

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