Parlamento aprova comissão de inquérito a Tancos

Comissão parlamentar terá um socialista a presidir. CDS insiste em convocar o primeiro-ministro, que pode depor por escrito.

O plenário da Assembleia da República aprovou ao final desta manhã a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito ao caso de Tancos.

A proposta foi do CDS-PP, subscrita por todos deputados da bancada. O objetivo é "identificar e avaliar os factos, os atos e as omissões do XXI Governo Constitucional relacionados direta ou indiretamente com o furto de armas em Tancos, no período compreendido entre junho de 2017 e o presente, bem como apurar as responsabilidades políticas daí decorrentes".

"É vontade do CDS-PP que a comissão de inquérito, cuja constituição ora propõe, sirva para apurar tudo sobre o caso de Tancos, mas também que permita uma reflexão e avaliação sobre o funcionamento do Ministério da Defesa Nacional, assim como das formas de articulação entre as Forças Armadas e as diversas Forças e Serviços de Segurança e órgãos de polícia criminal, com tutelas dispersas em vários Ministérios", lê-se ainda no preâmbulo.

"Perante todas as contradições que têm vindo a público, o País continua sem perceber o que o Governo não sabe - e devia saber: o que o Governo não sabe - e devia saber - porque não quis saber; bem como o que o Governo não sabe porque lhe foi ocultado. E neste caso, em que momento, por quem e com que consequências. Tudo isto é revelador da necessidade de apuramento de responsabilidades", acrescenta.

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