Marcelo rejeita "situação crítica ou grave" do seu estado de saúde

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, rejeitou sexta-feira haver "alguma situação crítica ou grave" com o seu estado de saúde, depois de ter feito depender uma recandidatura ao cargo de exames médicos que fará em breve.

"Não há nenhuma situação crítica ou grave, senão eu teria dito porque é de interesse público", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas portugueses, em Atenas, cidade à qual se deslocou para participar no 15.º encontro informal do Grupo de Arraiolos com homólogos da União Europeia.

Um dia após ter sido divulgado que o chefe de Estado português será submetido dentro de três ou seis semanas a um cateterismo por prevenção, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que "o estado de saúde de um Presidente, tal como a sua situação económica e financeira, é de interesse público".

Ainda que tenha garantido sentir-se "otimamente" e que não vai mudar a agenda prevista, o Presidente da República concluiu que é "melhor prevenir do que remediar".

"Aqui estou em Atenas, tenho a visita de Estado em Itália em novembro e hão de ver não sei quantos programas em Portugal e, portanto, não vou alterar programa nenhum", assegurou Marcelo Rebelo de Sousa, confessando ainda ter andado quase cinco quilómetros na noite anterior na capital grega.

Entretanto, "no meio disso tudo, irei encontrar um dia ou uma tarde para completar os exames que fiz", apontou.

Nas próximas semanas, Marcelo Rebelo de Sousa será, então, submetido a um cateterismo num hospital público, intervenção que vai realizar em regime de ambulatório e por conselho dos seus médicos.

"Estive calado durante o período da campanha eleitoral e a primeira entrevista que estava marcada e que foi gravada foi aquela em que me perguntaram pela saúde e respondi"

"Havendo a possibilidade de fazer um exame para completar os que foram feitos -- e no caso muito especifico garantir que a calcificação no vaso sanguíneo não tem problemas nem no presente nem no futuro - eu farei esse exame quando tiver uma ocasião", referiu esta sexta-feira o chefe de Estado.

Num excerto divulgado na quinta-feira à noite de uma entrevista dada ao programa de entretenimento "Alta Definição" da SIC, Marcelo Rebelo de Sousa condicionou a sua recandidatura a Belém ao seu estado de saúde, nomeadamente por estar preocupado com a sua condição cardíaca.

O chefe de Estado disse também que, se decidir recandidatar-se, tenciona manter o "estilo de Presidência", que é "de proximidade", e, por isso, terá de estar em boas condições de saúde.

Nesse excerto do programa que será exibido no sábado, o Presidente da República admitiu ainda que, em termos de percentagem, está hoje mais próximo da recandidatura do que do inverso.

Questionado hoje sobre o porquê de ter utilizado este meio para anunciar tais exames, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu "porque calhou".

"Estive calado durante o período da campanha eleitoral e a primeira entrevista que estava marcada e que foi gravada foi aquela em que me perguntaram pela saúde e respondi", indicou.

Já quanto a um possível anúncio de uma recandidatura a Presidente da República, disse que isso só deveria acontecer "mais próximo das eleições", que estão previstas para janeiro de 2021.

Desde que foi eleito presidente da República, Marcelo já teve de recorrer a assistência hospitalar por duas vezes. Em dezembro de 2017 foi internado de urgência no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, para uma intervenção cirúrgica a umahérnia umbilical. Teve alta três dias depois, no dia 31 de dezembro.

No ano passado, em junho, Marcelo Rebelo de Sousa sentiu-se mal durante uma visita ao Santuário do Bom Jesus, em Braga. Teve um desmaio ainda de manhã e foi levado para o Hospital de Braga, mas poucas horas depois deixou as instalações hospitalares.

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