Marcelo diz que ainda não há pedido para ouvir o PM sobre o caso Tancos

Por vontade do juiz Carlos Alexandre, António Costa deveria depor, mas o Presidente da República diz que ainda não chegou nenhum pedido ao Conselho de Estado. E relativiza: "isto demora algum tempo".

O juiz Carlos Alexandre enviou ao Conselho de Estado um pedido de autorização para que o primeiro-ministro seja ouvido presencialmente como testemunha do arguido Azeredo Lopes, ouvido a 3 de fevereiro sobre o caso do furto de armas na base militar de Tancos. Esta terça-feira, António Costa garantia não ter recebido qualquer informação ou notificação do tribunal ou do Conselho de Estado. E o Presidente da República disse que ainda não chegou nenhum pedido ao Conselho de Estado, pelo menos até à hora em que saiu de Lisboa, rumo ao Porto.

"Tanto quanto eu sei, até à hora da minha saída de Lisboa, não tinha chegado ainda nenhuma solicitação ao Conselho de Estado", garantiu Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações ao jornalistas. Mas não hesitou em normalizar o assunto, explicando que, "isto pode demorar algum tempo", ainda que deva ser "o mais curto possível".

"Como imaginam, em vários processos é possível arrolar, com ou sem intervenção prévia do próprio, nomes de membros do Conselho de Estado. Depois de o Conselho fazer circular este pedido, pelos membros do próprio conselho, não podendo reunir para cada caso - porque são muitos casos -, comunica ao tribunal competente se sim ou não, se está autorizado a depor e qual a forma como depõe", explica. Este processo, contudo, "ainda não começou a correr", tanto quanto sabe, "porque ainda não tinha chegado o pedido".

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