Mais mil auxiliares a tempo inteiro para as escolas

Ministério da Educação anunciou esta quinta-feira, na TSF, que os novos contratos serão por tempo indeterminado e já têm luz verde das Finanças

O Governo vai contratar mil funcionários para as escolas. O anúncio foi feito esta quinta-feira no Fórum da TSF pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, que adiantou que os novos contratos para auxiliares serão por tempo indeterminado e já têm luz verde das Finanças.

"Nós vamos já hoje autorizar - e isto está a ser trabalhado com as Finanças há algum tempo - a contratação de mil assistentes operacionais para as escolas portuguesas. Mais mil assistentes operacionais", reforçou Alexandra Leitão em direto na TSF. A secretária de Estado Adjunta e da Educação sublinhou ainda que estes contratos não são a tempo parcial, como os que existem em centenas de escolas do país e são criticados pelos diretores. Segundo dados da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, existirão 1500 tarefeiros a tempo parcial para substituir os funcionários que têm baixas prolongadas.

"Não estamos a falar nem de tarefeiros nem de contratos a tempo parcial. Estamos a falar de pessoas que entrarão nos quadros da Função Pública em contrato por tempo indeterminado"

"Sublinho que são assistentes operacionais a contratar a tempo indeterminado", afirmou Alexandra Leitão na TSF. "Não estamos a falar nem de tarefeiros nem de contratos a tempo parcial. Estamos a falar de pessoas que entrarão nos quadros da Função Pública em contrato por tempo indeterminado".

Este anúncio surge num dia em que o Jornal de Notícias avança que a escola Básica e Secundária de Canelas pediu aos alunos e professores para ajudarem a tratar da limpeza e da vigilância do estabelecimento, e depois de o DN ter noticiado que há auxiliares que já se reformaram, outros que têm doenças incapacitantes, como Alzheimer, e até alguns que já morreram que não são substituídos. Na altura, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, acusou o ministro das Finanças de ser o culpado principal da "situação limite" a que chegaram as escolas.

"Esta é uma bola de neve que o ministro das Finanças não quer parar. Ninguém é substituído, ao contrário do que o governo dizia não há uma entrada por cada saída. Mário Centeno continua a desprezar a Educação". Para perceber a dimensão do problema, a associação de diretores vai enviar um inquérito aos 811 agrupamentos do país para perceber quantos assistentes operacionais estão em falta.

Em resposta a estas críticas de Filinto Lima, o gabinete de Mário Centeno informou que a contração de mais funcionários estava "a ser analisada pelo Ministério das Finanças em coordenação com o Ministério da Educação". Contratação agora anunciada.

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