Marcelo espera conclusões da investigação sobre Tancos dentro "de dias ou semanas"

"Estamos, penso eu, na ponta final da investigação criminal. E essa investigação criminal irá apurar, certamente, factos e eventuais responsáveis", afirmou o chefe de Estado

O Presidente da República declarou esta segunda-feira ter "uma forte esperança" de que as conclusões da investigação criminal ao desaparecimento de material militar de Tancos sejam conhecidas dentro "de dias ou de semanas - e não de meses".

Marcelo Rebelo de Sousa falava em resposta aos jornalistas, durante uma visita ao Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência (CECD), no concelho de Sintra.

"Estamos, penso eu, na ponta final da investigação criminal. E essa investigação criminal irá apurar, certamente, factos e eventuais responsáveis. E eu hoje tenho uma forte esperança que seja uma questão de dias ou de semanas e não de meses, portanto, que estejamos mesmo muito próximos do conhecimento das conclusões da investigação criminal", afirmou.

Questionado se lhe deram sinais de que em breve haverá conclusões da investigação judicial ao desaparecimento de material militar do Paiol de Tancos, em Santarém, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas respondeu: "É a minha convicção".

"Olhando para o tempo decorrido e olhando para as questões em apreço, tenho muita esperança que seja, como disse, uma questão de dias, de semanas e não de meses", reiterou.

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.