Projeção eleitoral internacional reforça PS, PSD e Bloco de Esquerda

Um estudo eleitoral feito pelo "Politico" a partir das várias sondagens publicadas em Portugal faz desaparecer Marinho e Pinto do Parlamento Europeu, mantém o CDS só com um eleito e tira um deputado à CDU.

Nove eurodeputados para o PS (atualmente são oito); sete para o PSD (atualmente são seis); dois para o Bloco de Esquerda (atualmente é só uma, Marisa Matias).

De acordo com uma projeção de resultados para as eleições europeias de 26 de maio feita pelo site europeu de informação "Politico", o PS, o PSD e o BE serão as três formações que irão reforçar a sua votação. A projeção é feita por agregação das sondagens nacionais (ver explicação em baixo).

Os socialistas voltam a vencer, como em 2014, aumentando ligeiramente a percentagem (de 31,46% para 33,39%). Já os sociais-democratas - agora sem coligação com o CDS, como a que fizeram há cinco anos - ficam em segundo, reforçando o número de eleitos (de seis para sete, conseguindo assim eleger o veteraníssimo Carlos Coelho) e obtendo 27,57%.

O Bloco de Esquerda também cresce, elegendo agora dois eurodeputados (Marisa Matias e José Gusmão), mas, com os seus 7,43%, continua atrás da CDU (8,06%).

Quem fica aquém dos seus objetivos assumidos é o CDS. Nuno Melo continuará a ser o único eleito centrista (7,17%).

Os comunistas, com 8,06%, também falham a meta de manterem três eurodeputados no Parlamento, passando a serem apenas dois (João Ferreira e Sandra Pereira). Ficará assim de fora o atual eurodeputado João Pimenta Lopes, terceiro da lista.

Quem também ficará de fora será o antigo bastonário dos advogados António Marinho, que, em 2014, encabeçando uma lista do MPT, se fez eleger a si próprio e ao número dois da lista, José Inácio Faria.

Marinho e Pinto apresenta-se agora à frente da lista do partido que entretanto criou, o PDR (Partido Democrático Republicano), mas a projeção do "Politico" não o dá como eleito, bem longe disso. O estudo diz que o primeiro partido sem eleitos será o Aliança (3.06%), seguido do PAN (também com 3,06%). O Livre, de Rui Tavares, não é referido.

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