O ponto fraco de Costa e a vontade de dar uma cabeçada no Parlamento

António Costa esteve no 5 Para a Meia Noite, onde foi chamado de Babush e garantiu que Juncker não estava bêbado

O primeiro-ministro esteve no programa da RTP1 5 Para a Meia Noite onde mostrou um lado mais divertido, ainda que algo hesitante em alguns momentos. Avisado de que soaria uma campainha sempre que soasse a campanha eleitoral, António Costa conseguiu manter-se afastado das respostas mais sérias. Durante o programa revelou que o cotovelo esquerdo é o seu ponto fraco e deixou no ar a vontade que já teve de saltar da bancada do parlamento e dar uma cabeçada em alguém.

O lado mais sério da entrevista viria de uma pergunta feita pelo jovem António Costa a António Costa primeiro-ministro. O que o levou a soar a campainha de campanha eleitoral. A perguntar era: "Como é que vai correr o próximo ano letivo?", feita pelo próprio no programa Botas de Sete Léguas, da RTP que era feito por jovens e para jovens, na década de 1970. A resposta foi apenas "bem".

António Costa teve ainda oportunidade de esclarecer se o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, estava ou não bêbado. Depois de uma gargalhada inicial, o primeiro-ministro garante que não. Juncker estava sóbrio e com um problema "nas costas", admitindo que as imagens iludem.

Questionado sobre se já tinha partido um membro: "Sim, sim. O pé e o cotovelo várias vezes, o mesmo cotovelo". A apresentadora Filomena Cautela não resiste e provoca: "O esquerdo?" À resposta, "sim". Segue-se o comentário da apresentadora: "Ah, doutor..." E António Costa entra na piada: "É o meu ponto fraco."

Já antes se tinha esquivado a comentar quem fazia mais birras ou dava mais trabalho: os filhos ou a geringonça. Disse apenas que os filhos estavam crescidos e não faziam birras quando eram pequenos.

António Costa falou ainda das suas séries preferidas: Casa de Papel e atualmente Salamandra.

Respondeu a perguntas colocadas por Assunção Cristas. E foi aí que confessou não fazer algumas das tarefas domésticas. "Engomar não."

Benfiquista ferrenho, questionado sobre quem era o Jonas do seu Executivo, Costa começou por dizer que tal como no futebol para que alguém marque golos é preciso ter quem defenda e quem construa as jogadas, mas acabou por admitir que é ele Jonas do Executivo.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.