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O Estado da Nação

Marcelo fez de psicólogo todos os dias... e o país está de saúde?

A geringonça funcionou os quatro anos e deu estabilidade política ao país. António Costa diz que pôs Portugal a crescer, sem penalizar os portugueses. A oposição garante que tudo não passa de uma "ilusão".

A nação está em bom estado? A geringonça, com algumas peças soltas e muita afinação, aguentou os quatro anos. A oposição à direita saiu fragilizada das eleições europeias, mas fez-se ouvir. O CDS até censurou o governo duas vezes no Parlamento. A degradação dos serviços públicos foi sempre o mote, com o foco nas convulsões na saúde, que irão dominar o debate parlamentar na quarta-feira, no último diagnóstico da legislatura. Mas as guerras com os professores também foram intensas. As tragédias dos incêndios, essas, chocaram o país. E provocaram o primeiro sobressalto entre Belém e São Bento.

Belém, ou antes, Marcelo Rebelo de Sousa foi um eixo central no Estado da Nação. "O Presidente da República é um homem de descompressões psicológicas. Fez-nos um tratamento psiquiátrico todos os dias", diz o politólogo José Adelino Maltez, ao lembrar o que se seguiu aos traumas provocados pela crise e pela vinda da troika.

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