Lesados do BES "atacam" campanha do PS

Disfarçaram-se de militantes do PS, envergando camisolas do partido ou ostentando ramos de rosas vermelhas, para tentarem chegar ao primeiro-ministro à sua chegada a Coimbra. E conseguiram. Mas António Costa desvalorizou o incidente, sublinhando que 99% dos "lesados" já chegaram a acordo.

Seriam apenas "meia dúzia", no meio da multidão que em Coimbra esperava a comitiva do primeiro-ministro que ali se deslocava para participar com o cabeça de lista no PS, Pedro Marques, numa arruada. Vestiam camisolas do partido ou, mais imaginativamente -- caso de uma senhora de gabardine bege e óculos escuros -- ostentavam uma braçada da respetiva flor símbolo, a rosa vermelha.

O que disseram a António Costa não foi revelado, mas o líder do PS comentou o ocorrido sublinhando que 99% dos lesados do BES já aceitaram a solução proposta pelas instituições envolvidas no processo: "É uma maioria relativamente expressiva."

Lembrando que há "outras vias abertas" para quem dentre os que se consideram lesados não quis aderir, o PM reconheceu que a solução encontrada "obviamente não resolve todos os problemas, mas procura mitigar o prejuízo sofrido. Houve 1% que não aceitou, eu respeito."

Esta declaração conciliadora de António Costa contrasta com aquilo que quem assistiu descreve como "gritos e confusão" à sua chegada. Terá mesmo havido troca ríspida de palavras com elementos da estrutura de campanha, com um dos lesados a queixar-se, segundo o Expresso, de ter sido ameaçado.

Uma mulher que aguardava a chegada do primeiro-ministro e vestia uma camisola do PS chegou a dizer que também tinha "o direito de ali estar como qualquer outra pessoa" e que tinham "andado a espalhar" que o grupo ali estava, embora eles fossem "do PS como os outros".

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