De fato e gravata, espalharam notas sujas de petróleo

Vestidos de fato e gravata, homens e mulheres entraram no Ministério do Ambiente e disseram que tinham uma reunião com o ministro. Ainda subiram um lance de escada, mas o que queriam era espalhar notas sujas de petróleo. Em protesto contra o furo de Aljezur.

Eram ativistas do coletivo Climáximo e a vestimenta foi escolhida para encenaram o mundo dos negócios e "a promiscuidade entre o Governo e o consórcio ENI/GALP", explicou ao DN Ana Trinidade, um dos elementos do grupo.

Chegaram por volta das 11:00 desta segunda-feira, não esperaram pela resposta à marcação de uma suposta reunião com o ministro Matos Fernandes, uns ficaram na entrada, outros subiram até ao primeiro andar, e começaram a espalhar o "dinheiro sujo de petróleo". à saída, tiveram a polícia à porta (vídeo)

Ainda tentaram, sem êxito, colocar à janela do Ministério do Ambiente (MA) uma faixa com as palavras de ordem: "Os vossos lucros versus o nosso clima".

"Estamos num momento de contradição profunda entre os lucros das multinacionais e um planeta habitável. Para evitarmos a crise climática, não pode haver nova infraestrutura de combustíveis fósseis em nenhum sítio do mundo. O governo sabe disto, as empresas sabem disto, mas o capitalismo impõe as suas regras e empurra a humanidade inteira para o abismo do caos climático irreversível", critica o coletivo .

Acrescenta Ana Trinidade: "O que está em causa é o clima e, nos últimos dois anos, têm sido tomadas decisões políticas que vão contra as manifestações dos peritos e das populações. Pessoas que participaram nas consultas públicas e exigiram uma avaliação de impacto ambiental".

Outro exemplo a que acusa o Governo ter fechado os olhos foi a providência cautelar interposta pela Plataforma Algarve Livre de Petróleo contra a atribuição da licença para a perfuração, a que o tribunal deu razão por duas vezes, o que motivou a suspensão do processo.

O DN não conseguiu obter uma reação dos responsáveis do MA.

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