César: se um deputado PS tiver comportamento fraudulento deve renunciar

Líder parlamentar socialista entende que os deputados que cometeram irregularidades devem ter uma sanção e que se uma das situações conhecidas se colocasse na sua bancada esses deputados teriam de renunciar ao mandato

Falando no final da reunião da bancada socialista, Carlos César defendeu que "a esmagadora maioria dos deputados tem bom comportamento", para depois atirar aos casos conhecidos de registo de presenças falsas, que atingiu quatro deputados do PSD, e de moradas falsas.

O líder parlamentar socialista entende que os deputados que tiveram comportamentos fraudulentos devem ter uma sanção e que se uma das situações conhecidas se colocasse no grupo parlamentar do PS esses deputados teriam de renunciar ao mandato.

"No caso em que têm comportamentos fraudulentos, felizmente são poucos, acho que não pode deixar de haver alguma atitude sancionatória", apontou. Para logo apontar para a sua bancada: "Se colocasse no nosso caso alguma dessas situações, estas pessoas não tinham direito de permanecer no âmbito do grupo parlamentar do PS."

Carlos César fez questão de frisar que "uma coisa são comportamentos dolosos ou fraudulentos de deputados que falsifiquem as suas presenças ou que declarem moradas que não correspondem à realidade" e que "outra coisa são dúvidas sobre a qualidade da regulamentação" que existem em "relação a alguns temas como seguros de saúde ou deslocação". São casos que "devem ter um tratamento independente", defendeu.

Sobre as viagens, César voltou a sublinhar que "ficou muito claro em conferência de líderes que a situação dos deputados das regiões autónomas é em tudo similar à dos deputados de todo o país" e que, no caso das viagens, não houve irregularidades.

O que ficou decidido, na reunião dos líderes parlamentares, segundo César, "é que todo o regime de deslocações pode e deve ser revisitado e não há nenhuma situação das deslocações que envolva qualquer irregularidade ou mau uso da legislação em vigor".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Começar pelas portagens no centro nas cidades

É fácil falar a favor dos "pobres", difícil é mudar os nossos hábitos. Os cidadãos das grandes cidades têm na mão ferramentas simples para mudar este sistema, mas não as usam. Vejamos a seguinte conta: cada euro que um português coloca num transporte público vale por dois. Esse euro diminui o astronómico défice das empresas de transporte público. Esse mesmo euro fica em Portugal e não vai direto para a Arábia Saudita, Rússia ou outro produtor de petróleo - quase todos eles cleptodemocracias.