Hugo Soares acusa Rio de querer evitar participação no Conselho Nacional

O ex-líder parlamentar do PSD e apoiante de Luís Montenegro contesta a marcação do Conselho Nacional extraordinário do partido para as 15.00 de quinta-feira. Hugo Soares diz que é para impedir militantes de votarem a moção de confiança.

"Total desrespeito". É assim que Hugo Soares classifica a marcação do Conselho Nacional extraordinário para as 15.00 de quinta-feira, no Porto. Em entrevista à TSF, o ex-líder parlamentar do PSD, afirma que "com a escolha desta hora o dr. Rui Rio impossibilita-os de participar num Conselho Nacional que é decisivo para o PSD nos próximos anos", visto que será votada a moção de confiança apresentada por Rui Rio.

O deputado social-democrata, que está ao lado de Luís Montenegro, lembra que, além dos deputados, o CN tem dirigentes do partido, das distritais e concelhias. A conclusão para Hugo Soares é simples: "evitar uma participação efetiva dos militantes nesta decisão"

A resposta às críticas dos apoiantes de Luís Montenegro, chegaram, entretanto, pela voz do presidente da mesa do Conselho Nacional. À TSF, Paulo Mota Pinto explica que "a hora marcada é a das 17.00 porque vai permitir que o maior número de pessoas presentes no Conselho fale com o menor número de restrições temporais possíveis."

Lembrando que ainda não recebeu qualquer pedido de alteração de horário, Mota Pinto acrescenta que "são 132 membros do Conselho, mais outros tantos participantes" e que "se metade - ou até menos - falar cinco minutos, como é comum, rapidamente se atingem as seis ou sete horas de intervenções." É por isso, explica o presidente da mesa, que "este Conselho Nacional não poderia ser à noite, para não ter votações e discussões às tantas, às 4h ou 5 da manhã."

Também o modo de votação da moção está a gerar alguma discussão, visto que pode ser por braço no ar ou por voto secreto. Os apoiantes de Montenegro querem, como é óbvio, que seja por votação secreta. " Só assim, diz o apoiante de Luís Montenegro, "se evitam as pressões, as lógicas maniqueístas e só assim é possível que o Conselho Nacional se possa pronunciar em liberdade total", afirmou Hugo Soares.

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