Costa e o estado de emergência: "O país não vai parar"

Depois de acertar com o PR os detalhes do decreto do estado de emergência, Costa reuniu o Conselho de Ministros, que deu parecer favorável à decisão presidencial

"A democracia não será suspensa. Continuaremos a ser sociedade aberta de cidadãos livres, responsáveis por si e pelos outros."

Esta foi uma das primeiras frases do primeiro-ministro na conferência de imprensa com que anunciou, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o parecer favorável do Governo ao projeto de decreto do Presidente em que este determina que Portugal passa a estar em estado de emergência - algo que não acontecia desde o 25 de novembro de 1975.

Demonstrando que não é grande adepto da medida, Costa disse que o Governo continuará a tomar "as medidas essenciais e necessárias" e fá-lo-á "com estado de emergência ou sem estado de emergência". "Faremos tudo o que é necessário, nada mais do que é necessário."

Num outro recado a Marcelo, avisou: "É absolutamente essencial que as decisões politicas sejam tomadas com base em opiniões técnicas e não com base nas suas opiniões voluntaristas."

O chefe do Governo recusou revelar o conteúdo do decreto presidencial - que ao final da tarde será votado na AR - mas deixou uma garantia: ele não prevê nenhuma medida como recolher obrigatório. "Não se coloca de todo, não está no decreto."

Afirmando - mais uma vez - que o "estado pandémico durará meses", salientou que é necessário que continuem a ser assegurados às pessoas "os bens e serviços essenciais", por exemplo na distribuição alimentar.

"A vida do país tem de continuar a decorrer" e "não há nenhuma razão para corridas em massa aos supermercados".

Ou, dito de outra forma: as medidas de emergência não podem ser de um tal calibre em que a cura causa mais danos que a doença: "O país não vai parar."

Esta tarde o primeiro-ministro estará no Parlamento a explicar o decreto e ainda uma proposta do governo que dá sustentação parlamentar a medidas já aprovadas pelo Governo (por exemplo, o fecho das escolas).

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