Costa: Maioria de valor reforçado é aquele que portugueses decidirem

O líder socialista, António Costa, considerou hoje que a "maioria de valor reforçado" que Carlos César pediu para o partido é aquela que os portugueses decidirem dar ao PS nas eleições do próximo domingo.

"Isso os portugueses é que vão ter que decidir qual é a forma. Há uma coisa que é certa: com valor reforçado ou sem valor reforçado, o essencial é que votem no PS", declarou António Costa durante uma arruada junto à praia da Aguda, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia.

No comício de sábado à noite em Guimarães, o presidente do PS, Carlos César, pediu para o partido "uma maioria de valor reforçado" nas eleições legislativas, num discurso com referências indiretas sobre os parceiros do PS na atual solução governativa, Bloco de Esquerda e CDU.

Questionado sobre se também confia numa maioria de valor reforçado, o secretário-geral do PS disse que o partido precisa da "maior votação possível para garantir quatro anos de estabilidade e poder continuar as boas políticas que têm dado bons resultados".

Acompanhado por Carlos César, Ana Paula Vitorino, João Matos Fernandes e Manuel Pizarro, entre outros, António Costa percorreu parte da marginal junto à praia da Aguda, ouvindo votos de boa sorte, tirando fotografias com quem lhe pedia e distribuindo beijos e abraços.

Na hora que passou na marginal da praia de Arcozelo, Costa remeteu as queixas locais para o presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues

Embora mais solicitado por senhoras mais idosas, Costa também tirou fotografias com João, de seis anos, que, a pedido do pai, até fez "a mãozinha" do PS para as câmaras de televisão.

Mais à frente, numa das rotundas que dá acesso à praia, uma caravana automóvel do partido Aliança, entre bandeiras e buzinadelas, quase se cruzava com a comitiva socialista.

Durante os 60 minutos que passou na marginal da praia de Arcozelo, António Costa também ouviu queixas de ordem local, que remeteu para o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, que também acompanhou a ação de campanha.

Já perto do final do percurso, junto aos Bombeiros Voluntários de Arcozelo, o líder socialista recebeu mais um pedido de uma senhora para tirar uma fotografia e chamou Eduardo Vítor Rodrigues.

"Senhor primeiro-ministro ponha-se firme. Ponha todos lá dentro e ouçam o Rui Pinto."

"O que fiz eu desta vez?", perguntou o autarca de Gaia, sem perceber que, daquela vez, era para tirar uma fotografia de grupo e não para ouvir mais uma queixa.

O secretário-geral do PS foi também confrontado com um pedido para atuar noutro processo judicial relacionado com o "hacker" Rui Pinto.

"Senhor primeiro-ministro ponha-se firme. Ponha todos lá dentro e ouçam o Rui Pinto", declarou um homem, com cerca de 40 anos, adepto do Futebol Clube de Porto e que se confessou anti benfiquista.

"Isso é da justiça. O primeiro-ministro não prende ninguém", respondeu-lhe António Costa.

Das conversas com cidadãs junto à praia do Arcozelo, uma acertou numa promessa eleitoral socialista, de benefícios fiscais para quem pretenda regressar ao país.

Uma mulher contou a António Costa que trabalha em França e que gostaria de voltar para Gaia, para apoiar a mãe doente, mas a sua perspetiva de ter um salário razoável em Portugal é baixa e, para mais, o município de Gaia tem insuficiências no apoio domiciliário aos idosos.

A emigrante ouviu depois a contra-argumentação sobre os benefícios fiscais de que poderá beneficiar se regressar a Portugal, não só do secretário-geral do PS, como também dos socialistas José Luís Carneiro, Manuel Pizarro e do presidente da Câmara de Gaia.

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