Costa defende acordo alargado para gestão de fundos e diz que quem vier por bem é bem-vindo

"É fundamental discutir os orçamentos para 22, para 23, para os anos seguintes, mas é indispensável discutir o programa de recuperação e resiliência de Portugal e também o próximo quadro financeiro do nosso país", disse o primeiro-ministro, este sábado.

O secretário-geral do PS avisou este sábado que o futuro do país não se esgota no orçamento de 2021 e que é fundamental um acordo político alargado para os fundos comunitários, cuja participação será estendida a "quem vier por bem".

Na abertura do XIX Congresso da Federação Distrital do Porto, em Matosinhos, António Costa avisou que o país e as gerações não perdoariam se o Governo desperdiçasse a oportunidade única de gerir os recursos financeiros de que dispõem.

"É por isso que é fundamental que haja um acordo político alargado para utilização destes fundos e é por isso que nós dizemos que não basta discutir o orçamento para 2021, é fundamental discutir os orçamentos para 22, para 23, para os anos seguintes, mas é indispensável discutir o programa de recuperação e resiliência de Portugal e também o próximo quadro financeiro do nosso país", defendeu o primeiro-ministro e líder do PS.

Para o socialista, o futuro do país depende da execução dos programas, pelo que avisou: "Quem viver por bem é bem-vindo e contamos com todos para puder levar o país para a frente".

O secretário-geral do PS considera que o próximo quadro financeiro plurianual constitui uma oportunidade estratégica da máxima importância para o país, na medida em que, com o Programa de Recuperação e Resiliência que vai ser apresentado na próxima semana, Portugal vai ter ao longo dos próximos anos um "volume de capacidade financeira de investimento como não teve desde que aderiu à União europeia".

"Não basta olhar para orçamento de cada ano para recuperar o país e para reconstruir e cuidar do nosso futuro, o orçamento do ano é só isso, o orçamento do ano, a recuperação do país vai requerer seguramente mais do que um ano de trabalho e o nosso futuro tem muitos anos pela frente e por isso a nossa aposta não se pode limitar ao Orçamento do Estado para 2021, mas tem de ser uma visão mais ambiciosa de recuperação económica do país e sobretudo de construir um país que saía desta crise mais forte, mais moderno, mais próspero, com menos desigualdades, mais solidário entre todos, é esse o país do futuro", afirmou.

O secretário-geral dos socialistas revelou ainda que no âmbito do debate público do Programa de Recuperação e Resiliência, que decorreu durante o mês de agosto, foram registados 1103 contributos que enriqueceram o documento, que será apresentada publicamente no dia 15.

Esta visão, explicou António Costa, visa dotar o país de uma visão estratégica que ultrapasse esta e a próxima legislatura, estendendo-se até ao final da década.

O socialista anunciou ainda que no Programa Nacional de Infraestruturas está concluído e irá ser apresentado publicamente no dia 21.

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