CDS propõe "vale" para compra de computador e dedução no IRS de 2020

Os centristas querem um plano para eliminar o fosso digital na educação. Entre outras medidas urgentes defendem o acesso a todos os alunos e professores o acesso a computador ou dispositivo para uso educacional e o apoio económico para a sua aquisição.

O líder do CDS insiste que "a crise provocada por esta pandemia, veio trazer à educação alterações metodológicas abruptas que põem a nu a enorme desigualdade entre as famílias portuguesas, impedindo muitos alunos de terem acesso às aulas, por incapacidade de possuírem meios tecnológicos que os suportem".

Francisco Rodrigues dos Santos propõe por isso um pacote de medidas "urgentes" capaz de eliminar estas diferenças e que permitam a todos os alunos e professores terem acesso a um computador ou dispositivo para uso educacional. É defendido que a compra de material tecnológico pelas famílias e docentes deve ser na totalidade dedutível no IRS de 2020; e que deve ser dado um "vale tecnológico" por aluno, coordenado pelas autarquias, a todas as famílias do ensino estatal e não estatal que comprovem a sua insuficiência económica.

Deste pacote consta ainda o acesso gratuito à banda larga com base em acordos ministeriais com as operadoras nacionais para as famílias e professores abrangidos pelo ensino à distância e a criação de uma rede de voluntários de apoio tecnológico à literacia digital.

O presidente centrista frisa ainda que, com esta pandemia, o paradigma educacional português terá de ser outro e propõe a promoção de projetos que favoreçam a inovação e a transformação tecnológica no campo educacional para alunos e professores, além da necessária atualização científica e didática; a promoção de uma política na formação inicial e permanente de professores em Educação Digital para adquirir conhecimentos, habilidades e ferramentas no uso de recursos didáticos e na metodologia "online", que inclui a interação de professores e alunos na aprendizagem garantindo assim a qualidade do ensino à distância; garantir a aprendizagem digital de crianças com Necessidades Educativas Especiais; e adotar medidas e programas para que toda a comunidade educacional (famílias, professores e alunos) façam um uso responsável e apropriado dos meios tecnológicos, garantindo sempre a proteção de crianças e adolescentes contra o cyberbullying e outros crimes informáticos.

Francisco Rodrigues dos Santos recorda que há, segundos os dados oficiais, 54.000 alunos até aos 15 anos não têm acesso às metodologias digitais (não sabendo o Estado os dados dos alunos das outras faixas etárias até ao 12º ano); ou seja, 1 em cada 4 alunos não têm computador ou tablet; e 5% das famílias com crianças até aos 15 anos não têm computador.

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