Barragem do Fridão. Governo vai parar o projeto

A novidade foi avançada esta noite por Marques Mendes na SIC. Agora só falta ao Governo decidir como indemnizar a EDP. Estão 218 milhões de euros em causa.

"Barragem do Fridão. O Governo tem de decidir se avança ou não até fim de abril [dia 18, mais precisamente]. Ao que apurei, a vontade do Governo é não avançar. Falta saber como indemnizar a EDP [em 218 milhões de euros, o dinheiro que a empresa já gastou no projeto]."

A novidade foi avançada esta noite na SIC por Luís Marques Mendes - e sem mais detalhes. Há dias, num debate no Parlamento, o primeiro-ministro já havia garantido, em resposta a uma questão que lhe foi colocada por Heloísa Apolónia, que o Governo iria tomar uma "boa decisão". Mas sem dizer qual será.

A generalidade da comunidade ambientalista contesta a obra por causa dos riscos que ela envolveria, em caso de acidente, para Amarante. No caso de uma rutura grave no Fridão, a cidade arriscar-se-ia a ter o seu centro completamente inundado em dez minutos. Ou seja: não haveria meios de a Proteção Civil fazer o que quer que fosse.

No seu comentário político, o ex-líder do PSD - e atual conselheiro de Estado - disse que o INE irá divulgar terça-feira os números finais do défice em 2018: "Deverá ficar ou em 0,5 ou em 0,6% do PIB", disse.

Marques Mendes analisou ainda a questão dos passes sociais, desta vez com um olhar sobre como será a situação no Porto (na semana passada tinha falado da situação na área metropolitana de Lisboa). E concluiu: "Apesar do seu eleitoralismo, esta é uma medida justa, necessária e que vai na direção certa. Justa, porque diminui as desigualdades sociais que existem nos grandes centros urbanos; necessária, porque é um importante incentivo para reforçar o uso do transporte público; na direção certa, porque em termos ambientais é plenamente justificada. Na prática, é uma medida que merece ser apoiada."

Com base neste argumento, criticou o seu próprio partido por este ter colocado várias reservas à medida: "[O PSD] Não foi feliz na apreciação desta medida. Pareceu ficar incomodado". E com isso "falhou na política, perdendo ainda mais eleitorado urbano". Assim, o que o PSD deveria ter dito era que "apesar de ser eleitoralista, é uma medida justa"; "se formos Governo não a iremos reverter" e "o que faremos, sim, quando chegarmos ao Governo, é compensar o interior pela discriminação negativa de que foi alvo agora".