Vacina da Pfizer é uma das que Portugal tem previsto comprar

Graça Freitas lembrou que as refeições são um "momento crítico para o contágio" e alertou para os pedidos de testes. "As pessoas não deviam tomar a iniciativa de pedir elas testes", indicou na conferência de imprensa. Há mais 4096 casos em Portugal e um recorde de 63 mortes.

A diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, mostrou-se esta tarde animada com os resultados provisórios da Fase 3 dos ensaios clínicos da vacina para a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech. "Se se vier a verificar que a sua efetividade é da ordem dos 90%, será das melhores vacinas que teremos", disse numa conferência de imprensa.

Graça Freitas lembrou que a vacina da Pfizer é uma das que Portugal tem previsto adquirir, junto com a União Europeia, restando saber a quantas doses terá direito. "Portugal está nos mecanismos europeus para a aquisição de vários tipos de vacina, de várias marcas, e esta é uma daquelas que o nosso país tem previsto adquirir", indicou.

A Pfizer anunciou que a sua vacina terá uma eficácia superior a 90%. A diretora-geral lembrou que, mesmo as vacinas usadas atualmente para outras doenças, nem todas têm essa eficácia.

O último boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral de Saúde aponta para um número recorde de mais 63 mortes por covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, assim como mais 4096 casos de infeção.

Graça Freitas recordou que as refeições são um "momento crítico para o contágio", quando se sabe que o aumento do número de infeções ocorre em ambiente familiar. "É muito bom conviver com as nossas famílias, mas o momento das refeições é um dos de maior risco", indicou.

Neste momento, as estimativas apontam para que "cerca de 68% a 70% dos casos ocorrem através de convívio familiar ou de convívio social", afirmou. "É um momento de grande descontração, de grande proximidade e obviamente, não estamos a usar máscara e, portanto, é um momento crítico para o contágio", salientou.

Sobre os testes, a diretora-geral pede às pessoas para terem disciplina. ""Os testes são pedidos e aconselhados sempre que são necessários. Portugal testa muito e testa desde o início. As pessoas não deviam tomar a iniciativa de pedir elas testes", disse na conferência de imprensa, indicando que "não é de todo aconselhável fazer testes para o que for sem prescrição médica".

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