Mulher despedida pela segunda vez de corticeira quer ser reintegrada

Cristina Tavares foi despedida pela primeira vez da empresa Fernando Couto Cortiças em janeiro de 2017, alegadamente por ter exercido os seus direitos de maternidade e de assistência à família. O tribunal considerou o despedimento ilegal.

A trabalhadora despedida pela segunda vez de uma corticeira em Santa Maria da Feira disse hoje que quer ser reintegrada na empresa.

Em declarações aos jornalistas, Cristina Tavares referiu que a solução para o conflito laboral com a empresa Fernando Couto Cortiças "passa por ser reintegrada".

A operária falava à saída da audiência das partes que decorreu hoje no Juízo do Trabalho da Feira, no âmbito do processo de despedimento da funcionária instaurado pela própria.

Questionado pelos jornalistas, o advogado de Cristina Tavares disse que a juíza deu um prazo até 10 de abril para as partes "falarem e tentar chegar a acordo".

O advogado Filipe Soares Pereira adiantou ainda que durante o encontro, que durou cerca de dez minutos, não foi avançada nenhuma proposta concreta por parte da empresa de cortiça, que se fez representar pelo seu advogado e por um administrador.

"Caso as partes não cheguem a um entendimento, no dia 10 de abril será marcada a data do início do julgamento", explicou o causídico, adiantando que a empresa terá então dez dias para apresentar o motivo de despedimento e, depois, a trabalhadora tem 15 dias para contestar.

Cristina Tavares foi despedida da empresa Fernando Couto Cortiças em janeiro de 2017, alegadamente por ter exercido os seus direitos de maternidade e de assistência à família, mas o tribunal considerou o despedimento ilegal e determinou a sua reintegração na empresa.

Em janeiro deste ano, a empresa corticeira voltou a despedi-la acusando-a de difamação, depois de ter sido multada pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que verificou no local que tinham sido atribuídas à trabalhadora tarefas improdutivas.

A situação de Cristina Tavares já deu origem a duas contraordenações da ACT à empresa corticeira, uma das quais resultou numa coima de 31 mil euros por assédio moral à operária, que já foi impugnada pela empresa numa ação que começou a ser julgada na quinta-feira, no Tribunal da Feira.

A segunda contraordenação levou a uma coima de seis mil euros por a firma não lhe atribuir funções adequadas.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG