Segurança Social vai criar 18 brigadas de emergência para surtos em lares

Ministério de Ana Mendes Godinho garante que a Segurança Social vai criar 18 brigadas de emergência reforçar os recursos humanos

A Segurança Social vai criar 18 brigadas de intervenção rápida para reforçar temporariamente os recursos humanos dos lares, avançou esta sexta-feira o ministério de Ana Mendes Godinho ao jornal online ECO.

Assim sendo, a Segurança Social mostra-se disponível para financiar diretamente as equipas de emergência, em vez de esperar pelas respostas previstas nos protocolos de reação em vigor.

Estas brigadas de emergência vão ser compostas por médicos, enfermeiros, ajudantes de ação direta e auxiliares de servidos gerais, serão destacadas consoante as necessidades pontuais das instituições que se encontrem "numa situação de fragilidade na resposta a surtos de covid-19" e vão ser recrutadas e geridas pela Cruz Vermelha em articulação com a Segurança Social.

Estas brigadas não serão apenas colocadas em instituições com insuficiência de recursos humanos "para a manutenção das atividades decorrente de baixas ou ausências por doença Covid-19, quarentena e ou isolamento profilático", mas também em instituições onde ocorram surtos de Covid-19, sendo necessário separar os utentes.

Assim sendo, os lares necessitados deverão fazer uma requisição aos centros distritais, que por sua vez vão avaliar e definir o número de profissionais necessários.

Portugal tem 523 idosos e 224 funcionários de lares infetados

Portugal tem 60 lares com utentes com covid-19, num total de 523 idosos e 224 funcionários infetados com o novo coronavírus, revelou esta sexta-feira a secretária de Estado Adjunta e da Saúde.

"Temos a indicação que há 60 estruturas residenciais para idosos com utentes positivos, o que representa 2,4% do total. Há 523 utentes e 224 funcionários infetados", afirmou Jamila Madeira na habitual conferência de imprensa para atualização dos números da pandemia.

Portugal registou mais seis mortes associadas à covid-19 e 401 novos casos confirmados de infeção nas últimas 24 horas, o que representa um aumento 0,7%, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde divulgado esta sexta-feira.

"Temos agora uma taxa de mortalidade de 3,2% e relativamente a doentes com mais de 70 anos [essa taxa é de] 15,4%", adiantou também Jamila Madeira.

Em relação aos profissionais de saúde até esta sexta-feira foram infetados 4.401, dos quais 3.821 já estão recuperados.

Quanto aos testes de despistagem à covid-19, Jamila Madeira avançou que desde o início da pandemia, em março, já foram realizados quase dois milhões de testes (1,992 milhões).

Em agosto foram realizados, em média, 13,714 testes por dia.

"Perante todos os números de hoje [sexta-feira] não podemos descurar a segurança em nenhum momento, nem em casa, no trabalho ou em férias. Como a DGS costuma dizer, o vírus não vai de férias" sublinhou.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 832 mil mortos e infetou mais de 24,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG