Nazaré. Praticante de base jumping morre ao saltar de penhasco

Bombeiros e INEM foram chamados ao local mas já não conseguiram salvar a vítima, apesar de terem tentado reanimá-lo durante algum tempo

Um homem, de 50 anos, que estava a praticar base jumping, morreu ao início da tarde na Nazaré ao saltar de um penhasco, confirmaram ao DN fontes do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria e da Capitania do Porto da Nazaré.

A vítima, de nacionalidade alemã, estava a praticar base jumping - um desporto que consiste em saltar de penhascos, pontes e prédios com um paraquedas próprio para abrir a baixas altitudes - no Sítio, no norte da Nazaré. Do local onde o homem saltou até à praia são cerca de 95 metros em queda livre, mas, fatalmente, o paraquedas só conseguiu abrir a 25/30 metros da areia, explicou ao DN o comandante da capitania, Paulo Agostinho.

O base jumper acabou com cair nas rochas. Para o assistir, os médicos e autoridades escalaram a falésia e transportaram-no para a praia onde lhe ministraram manobras de reanimação durante algum tempo. Apresentava ferimentos muito graves e encontrava-se em paragem cardiorrespiratória. O óbito acabaria por ser declarado no local às 12.50 - o alerta tinha sido dado às 12.06.

De acordo com o comandante da Capitania da Nazaré, a vítima mortal estava acompanhada por outros base jumpers, sendo que um praticante português saltou ao mesmo tempo que ele.

O base jumping é considerado um desporto perigoso e mortal. A palavra "base" é a sigla de Building Antenna Span & Earth, já que o desporto radical consiste precisamente em em saltar de a partir de uma estrutura fixa, como prédios altos, antenas, pontes ou montanhas, as quatro categorias de objetos dos quais se pode saltar.

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