Portugueses despreocupados com terrorismo e alterações climáticas

De acordo com o Eurobarómetro, apenas 3% dos portugueses aponta o clima e o ambiente como uma preocupação imediata.

Há vários temas capazes de tirar o sono aos portugueses, mas o terrorismo a as alterações climáticas não são alguns deles. O Eurobarómetro, o documento da Comissão Europeia que traça um retrato dos 28 países da União Europeia (UE), divulgado esta segunda-feira, mostra que apenas 1% dos cidadãos em Portugal está preocupado com o terrorismo (menos 7 pontos percentuais que a média da UE) e apenas 3% com o ambiente e o clima (11 pontos percentuais inferior à mesma média).

Até mesmo os temas anteriormente populares em Portugal já desceram no ranking de preocupações dos portugueses. Ao contrário de Espanha, Itália e Grécia, onde metade dos inquiridos coloca o desemprego no primeiro lugar, em Portugal este já não é o tema mais referido pelos cidadãos. Já foi. Em 2016, preocupava 58% dos portugueses, mas agora só 27% menciona este assunto como uma preocupação imediata. Ainda assim, continua acima dos 23% da média da UE.

Também o crime, a habitação e o sistema educativo estão entre os assuntos considerados menos preocupantes para os portugueses.

Saúde, segurança social e impostos no topo

Na verdade, é a saúde e a segurança social (33%), bem como o aumento dos preços e do custo de vida (32%) o que mais os preocupa. E aqui Portugal está bem à frente da média europeia. Relativamente aos impostos, a percentagem portuguesa é o dobro da UE. E apenas um quinto dos europeus menciona os preços e o custo de vida como uma preocupação.

Ainda de acordo com o Eurobarómetro, "Portugal é um dos treze estados-membros que se posicionam abaixo da média europeia em termos de proporção de avaliações positivas da situação da economia nacional (49%), sendo esta, contudo, consideravelmente superior à dos outros países da Europa do Sul, como Grécia (6%), Espanha (18%) ou Itália (20%)". Valores bastante acima daqueles registados em 2013 a 2016 (nunca subindo dos 15%) e ligeiramente superior a 2017 (33%).

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