Mais 374 casos de covid e 11 óbitos. Há um mês que não havia tantas mortes

Boletim Epidemiológico da DGS regista 43 156 casos e 1598 óbitos desde o início da pandemia. A 3 de junho também se registaram 11 mortes por covid-19.

Portugal registou mais 374 casos por coronavírus e mais 11 mortes nas últimas 24 horas, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado esta sexta-feira, 3 de julho, pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Ao todo, o nosso país tem 43 156 pessoas infetadas e 1598 vítimas mortais devido à covid-19.

Desde há um mês que não se registavam tantas mortes por covid-19 em Portugal. A 3 de junho, o número de óbitos foi também de 11, data em que se apurava também o maior número de mortes desde o dia 8 de maio.

Destes 374 novos casos, 300 são atribuídos à zona de Lisboa e Vale do Tejo, onde, disse esta sexta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido, há 7 129 casos ativos.

A taxa global de letalidade em Portugal é de 3,7% e sobe para 16,2% quando se analisa a faixa etária acima dos 60 anos.

Lisboa e Vale do Tejo com 80% das novas infeções

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) registou hoje 80% dos novos casos de covid-19, com 300 das 374 novas infeções reportadas desde quinta-feira, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Contudo, segundo referiu em conferência de imprensa a ministra da Saúde, Marta Temido, os dados do boletim epidemiológico divulgado hoje referentes a LVT têm apenas "como fonte os dados agregados dos respetivos ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde]".

Marta Temido adiantou que se optou por esta fonte já que um dos parceiros privados não reportou resultados durante três dias e, nas últimas 24 horas, notificou 200 novos casos "cuja distribuição ainda carece de análise".

Na quinta-feira, a região de LVT tinha registado 83% dos novos casos.

Nas últimas 24 horas, a região Norte reportou 40 novas infeções (10,7% dos novos casos), o Centro 16 (4,3%), o Algarve 10 (2,7%) e o Alentejo oito (2,1%).

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores não registaram qualquer novo caso desde quinta-feira.

No total, a região de LVT tem já 19.956 casos, o Norte 17.664, o Centro 4.137, o Algarve 649, o Alentejo 507, a Região Autónoma dos Açores 151 e a Madeira 92.

Os cinco concelhos - Lisboa, Sintra, Loures, Amadora e Odivelas - onde estão situadas as 19 freguesias que continuam em estado de calamidade reportaram 46% das novas infeções de LVT, 138 dos 300 casos.

Lisboa continua a ser o concelho com maior número de infeções, com 3.584 casos, tendo reportado 11 novas infeções desde quinta-feira.

Sintra, o segundo município da Área Metropolitana de Lisboa (AML) com mais casos, 2.815, registou mais 62 infeções nas últimas 24 horas, a maior subida desde quinta-feira.

Só Vila Nova Gaia reportou novos casos

Ainda na AML, Loures está com 1.887 casos (+15), a Amadora com 1.773 (+34), Odivelas tem 1.157 (+16), Cascais está com 1.041 (+44), Oeiras tem 838 (+17), Vila Franca de Xira tem 796 (+3), o Seixal tem 627 (+5) e Almada está com 607 (+3).

Dos cinco concelhos da região Norte com maior número de casos, apenas Vila Nova de Gaia reportou novos casos desde quinta-feira, mais duas infeções. No total, o concelho já tem 1.668 casos.

Os concelhos do Porto (1.414 casos), de Matosinhos (1.292), de Braga (1.256) e de Gondomar (1.093) continuam sem registar novas infeções.

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS, o número de mortos relacionadas com a covid-19 ascende hoje a 1.598 (mais 11 do que na quinta-feira), enquanto os casos confirmados desde o início da pandemia totalizam 43.156 infetados.

O número de pessoas que recuperaram da infeção causada por um novo coronavírus subiu hoje para 28.424 (+327).

Os novos dados do Boletim epidemiológico foram conhecidos no dia em que a comissária europeia da saúde diz, em entrevista ao DN e à TSF que "o exemplo de Portugal na covid-19 mostra muito claramente como a situação é frágil". Stelly Kyriakides defende ainda que a retoma das viagens requer cuidados redobrados, tendo em conta o potencial aumento das infeções.

"Penso que o exemplo de Portugal mostra muito claramente como a situação é frágil. E, em regiões mais ou menos inatingidas até agora, estamos a assistir a um aumento no número de casos. A minha responsabilidade como comissária para a Saúde e o meu dever é manter-me realista, olhar para a ciência e assegurar-me que todos percebem que a covid-19 ainda está connosco. Ninguém pode dizer como as próximas semanas e meses vão desenrolar-se. Certamente não estamos onde estávamos em janeiro e fevereiro, quando os casos apareceram pela primeira vez. Mas precisamos estar vigilantes e, quando necessário, tomarmos medidas para proteger os cidadãos", afirma a comissária.

Portugal de fora do corredor turístico do Reino Unido

E também no dia em que se sabe que Portugal continental está fora do corredor turístico do Reino Unido, exceto as ilhas da Madeira e dos Açores. Uma lista que inclui 59 países para os quais os britânicos poderão voar sem necessidade de ficarem 14 dias em quarentena no regresso a casa. Espanha, Alemanha, Grécia, Itália, Macau e Jamaica , por exemplo, estão livres das restrições.

Esta decisã do governo de Boris Johnson representa uma machada para o turismo nacional, uma vez que o Reino Unido é o principal mercado emissor Portugal, tendo representado 19,2% das dormidas de estrangeiros em 2019 - desde 2013 que está em crescendo, tendo sido apenas interrompido em 2018..

Os destinos preferenciais dos hóspedes britânicos foram o Algarve (63,4% das dormidas do mercado), a Madeira (18,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (10,8%).

O fim da quarentena para quem entra no Reino Unido vindo dos países incluídos no corredor aéreo entra em vigor no dia 10 de julho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 522 mil mortos e infetou mais de 10,92 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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