Portugal com 623 novos casos de covid-19 e oito mortes nas últimas 24 horas

O boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde indica que há mais sete pessoas internadas, num total de 518 doentes hospitalizados. Dos novos casos reportados, 70% foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O número de infeções continua a crescer em Portugal. Nas últimas 24 horas, morreram mais oito pessoas e foram confirmados 623 novos casos de covid-19 (um aumento de 0,9%), segundo o boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde (DGS), divulgado esta segunda-feira (21 de setembro). No total, desde que a pandemia começou, registaram-se 69.200 infetados e 1.920 vítimas mortais no país.

Há 518 pessoas hospitalizadas (mais sete do que no domingo), das quais 61 estão em unidades de cuidados intensivos (menos dois).

Os dados da DGS indicam que há mais 140 pessoas recuperadas da doença, num total de 45.736.

Portugal tem neste momento 21.544 casos ativos de covid-19, mais 475 face ao dia de ontem.

Dos novos casos registados, 439 foram confirmados em Lisboa e Vale do Tejo - região soma, desde o início da pandemia, 35.443 infetados -, o que representa 70% do total nacional. No Norte verificaram-se mais 113 diagnósticos de covid-19 e no Centro mais 30. O Alentejo reporta 22 novos casos, o Algarve regista mais nove infeções, tal como os Açores. A Madeira tem mais um caso confirmado de covid-19.

"Apenas 11% dos novos infetados têm mais de 70 anos"

Perante o aumento de infeções pelo novo coronavírus em Portugal, a diretora-geral da Saúde referiu que no início da pandemia "tínhamos mais casos de idosos". "Com o evoluir da epidemia esta tendência sofreu uma alteração. Apenas 11% das infetadas nas últimas 24 horas têm mais de 70 anos. Confirma-se que a maioria diz respeito a adultos jovens", disse Graça Freitas durante a conferência de imprensa sobre a situação da pandemia no nosso país.

Os óbitos registados nas últimas 24 horas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (três), na região Norte (quatro) e no Centro (um). Das oito vítimas mortais, quatro tinham mais de 80 anos, três estavam na faixa etária entre os 70 e os 79 anos e uma tinha entre 60 e 69 anos.

A taxa de letalidade global é de 2,8% e acima dos 70 anos é de 14,1%, afirmou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

Estão em vigilância pelas autoridades de saúde 40.465 pessoas, mais 1.103 em relação a domingo.

A DGS indica também que, desde o início da pandemia, foram infetados 31.288 homens e 37.912 mulheres.

Já em relação aos óbitos, a autoridade da saúde refere que morreram 969 homens e 951 mulheres.

Mais de seis mil infetados no concelho de Lisboa

A nível municipal, Lisboa é o concelho do país mais afetado pela pandemia, com um total acumulado de 6.050 casos de covid-19. Logo a seguir surge Sintra (5.102), Amadora (2.914), Loures (2.913), Vila Nova de Gaia (2.154) e Odivelas (2.092).

O concelho de Cascais regista 1.880 infeções por covid-19, o Porto 1.732, Oeiras 1.605, Vila Franca de Xira 1.542 e Matosinhos 1.510.

A DGS faz saber que os dados apresentados referem-se "ao total de notificações médicas no sistema SINAVE, não incluindo notificações laboratoriais. Como tal, pode não corresponder à totalidade dos casos por concelho".

Publicado Plano da Saúde para Outono-Inverno

Ainda na conferência de imprensa, o secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales, fez saber que foi criada uma 'task-force' para dar resposta aos doentes não covid-19, uma medida que faz parte do Plano da Saúde para o Outono-Inverno, que foi publicado esta segunda-feira nos sites do Governo, SNS e DGS.

António Lacerda Sales referiu que preservar vidas humanas, proteger os mais vulneráveis e preparar um eventual crescimento da pandemia são os objetivos do plano para o outono-inverno, que pode ser consultado aqui.

A 'task-force' funcionará na dependência do Ministério da Saúde e baseia-se numa "aposta na resposta maximizada nos cuidados de saúde primários, com atendimento presencial, não-presencial e domiciliário, bem como nas respostas de proximidade, incluindo dispensa de medicamentos", esclareceu o secretário de Estado Adjunto da Saúde.

Relativamente à pandemia de covid-19, o plano prevê um reforço da resposta em saúde pública, especialmente em situações de surtos; adapta as atuais Áreas Dedicadas à covid-19 em Áreas Dedicadas aos Doentes Respiratórios e os circuitos de internamento hospitalar para diferentes fases da resposta.

Já esta segunda-feira, a Ordem dos Médicos defendia a divulgação urgente da Estratégia Outono-Inverno para a Saúde e insistia na utilização de máscara em espaços públicos abertos e na necessidade de reforço da capacidade laboratorial para testes rápidos de diagnóstico.

Em comunicado, o bastonário Miguel Guimarães, e o Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos (OM) solicitam também uma atualização das normas e orientações técnicas da Direção-Geral da Saúde para "garantir a melhor articulação e concertação das respostas a nível ambulatório e hospitalar".

A OM recomenda ainda a criação de equipas médicas de resposta em prontidão para situações complexas, como surtos em lares, e reafirma a "necessidade imperiosa do adequado reforço de recursos humanos na Linha de Saúde 24, nas equipas de Saúde Pública e no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a monitorização dos níveis de burnout e sofrimento ético dos profissionais de saúde".

Mais de 961 mil mortos em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus fez mais de 961.531 mortos no mundo desde que a OMS declarou o surgimento da doença na China, no fim de dezembro, segundo um balanço feito esta segunda-feira pela AFP, a partir de fontes oficiais.

Mais de 31.110.400 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 21.082.500 são hoje considerados curados.

Este número de casos reflete apenas uma parte do número real de contágios. Alguns países testam apenas os casos graves, outros usam os testes como prioridade para a despistagem e muitos países pobres dispõem de capacidade de despistagem limitada.

No domingo, 3.634 mortes e 251.863 novos casos foram registados no mundo.

Os países que registaram mais mortes nos mais recentes balanços são a Índia, com 1.130 óbitos, o Brasil (363) e a Argentina (254).

Os Estados Unidos são o país mais atingido, tanto em número de mortes como de casos, com 199.513 óbitos em 6.812.332 casos registados, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 2.590.671 pessoas foram declaradas curadas.

A seguir aos EUA, os países mais atingidos são o Brasil, com 136.895 mortes, em 4.544.629 casos, a Índia, com 87.882 mortos (5.487.580 casos), o México, com 73.493 mortos (697.663 casos), e o Reino Unido, com 41.759 mortos (394.257 casos).

Com Lusa.

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