Autarquia desmente novas buscas em Pedrógão Grande

Autoridades já tinham feito buscas na semana passada na Câmara e na Casa da Cultura de Pedrógão

A Câmara Municipal de Pedrógão Grande desmente que a Polícia Judiciária tenha voltado esta segunda-feira à autarquia para a realização de buscas. A notícia estava a ser avançada pela TVI.

"Ao contrário do que a TVI está a informar, não estão a ocorrer nenhumas novas buscas da PJ na Câmara", informa a autarquia, numa nota de imprensa. Tanto a TVI como a CMTV estavam a avançar a notícia de supostas novas buscas na Câmara de Pedrógão, mas o gabinete de imprensa da autarquia justifica que "a notícia falsa pode ter origem num observador descuidado".

De acordo com a mesma nota, "hoje, segunda-feira, é dia de atendimento público, pelo Presidente da Câmara, pelo que há maior movimento de pessoas".

Fonte da autarquia disse ao DN que "entraram dois homens esta manhã, que toda a gente julgou tratar-se de inspetores da PJ". Porém, a diretoria do Centro da Polícia Judiciária (que tem a seu cargo a investigação) também desconhece a existência de qualquer diligência.

Na semana passada, a PJ já tinha feito buscas na Câmara Municipal e na Casa da Cultura de Pedrógão Grande, sede do gabinete que analisava os processos sobre reconstrução das casas. Nessa altura, fonte das autoridades disse ao DN que não havia arguidos constituídos e que estavam a ser investigados "crimes de falsificação".

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, revelou-se "tranquilo", sublinhando: "Para mim não há irregularidades. Os fundos foram entregues a entidades idóneas, que os geriram. Desvios é impossível haver".

O grande incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

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