PJ deteve 16 pessoas por fornecerem tv e internet pirata

Operação realizou-se no distrito de Viana de Castelo. Entre os detidos, que foram libertados, estão responsáveis pela difusão do serviço e clientes

Forneciam TV por cabo e internet de forma ilegal, cobrando uma mensalidade de 10 a 20 euros por mês. Era esta a atividade de cinco redes ilegais de cardsharing que foram desfeitas pelo Polícia Judiciária, com a detenção de 16 pessoas, após a realização de mais de 30 buscas domiciliárias em Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Em causa estão crimes de burla informática e burla qualificada nas telecomunicações. Ouvidos em tribunal, os arguidos ficaram todos em liberdade.

A investigação foi realizada pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ, com apoio da Anacom. No terreno estiveram, na quinta-feira, cerca de 80 elementos.

"No decurso das buscas realizadas foram recolhidas informações e apreendidos documentos e outros objetos relacionados com a prática de factos, que consistiam na distribuição e receção ilícita de sinal de internet e pacotes de televisão, através de equipamentos adulterados, fenómeno criminal conhecido por "cardsharing"", explica hoje a PJ em comunicado.

O negócio é muito lucrativo, já que após fornecerem o serviço "pirata", com boxes adulteradas, os elementos destas redes cobravam mensalidades. Uma das redes desmanteladas teria mais de 100 clientes. Entre os detidos estão pessoas que forneciam os serviços ilícitos e outras que eram clientes.

"As diligências efetuadas no âmbito de cinco inquéritos visaram o desmantelamento de cinco redes de distribuição de considerável dimensão, com dezenas e, em alguns casos, centenas de utilizadores, com recurso a sofisticados computadores e outra tecnologia, com evidências de uma prática com vários anos e uma organização empresarial", refere a PJ.

Foram presentes ontem ao Tribunal de Viana de Castelo e todos os detidos acabaram por sair em liberdade.

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