Premium Operação Marquês. Zeinal Bava explica-se ao juiz a 26 de junho

Na próxima semana regressa a fase de instrução com a audição do gestor Rui Mão de Ferro que queria Joaquim Barroca e Inês Rosário (mulher de Carlos Santos Silva) a prestar declarações. Ambos pediram dispensa, o que lhes foi concedido. Juiz Ivo Rosa vai ouvir antigo administrador da Portugal Telecom no final de junho sobre a origem e destino de 25,2 milhões de euros que terá recebido do Grupo Espírito Santo.

Zeinal Bava vai ser ouvido pelo juiz Ivo Rosa a 26 de junho, o dia que o magistrado responsável pela fase de instrução do Processo Marquês reservou para o depoimento do antigo presidente da Portugal Telecom que está acusado de cinco crimes: corrupção passiva (1), branqueamento de capitais (1), falsificação de capitais (1) e fraude fiscal qualificada (2).

Na data marcada por Ivo Rosa o gestor, um dos mais premiados de Portugal, vai tentar explicar a razão de ter recebido, segundo a investigação do Ministério Público, 25,2 milhões de euros da sociedade offshore Espírito Santo Entreprise, e porque terá ocultado a origem de tais fundos recorrendo a outra empresa, a Ronywa Overseas, que terá contas bancárias na sucursal da Union des Banques Suisses, em Singapura. A acusação de falsificação de documentos é por, alegadamente, ter forjado um contrato fiduciário com o antigo dono do Banco Espírito Santo Ricardo Salgado e a de fraude fiscal qualificada será por não ter declarado aquela verba às finanças.

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