Mais de metade do país em seca moderada. Camiões-cisterna de prevenção

Ministro do Ambiente antecipou que já foram dadas instruções para contratar camiões-cisterna, em caso de necessidade, para abastecer localidades onde seja necessário. Cinco por cento do território está em seca severa.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, antecipou nesta quarta-feira que já foram dadas instruções para contratar camiões-cisterna, em caso de necessidade, para abastecer localidades onde seja necessário.

Matos Fernandes rejeitou que haja, num horizonte próximo, "problemas graves no reabastecimento de água para o consumo humano". Para o ministro, não há "nenhuma medida de contingência que neste momento seja decretada" pela Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, que esteve reunida para avaliar a situação de seca no país e voltará a reunir-se no dia 30 de abril.

"Não há nenhuma previsão de problemas graves no reabastecimento de água para o consumo humano."

Segundo Matos Fernandes, "já foram dadas instruções para pré-contratar camiões-cisterna para o caso de ser necessário, sobretudo em pequenos aglomerados, que são abastecidos a partir de águas subterrâneas, ter esse mesmo serviço disponível em caso de necessidade."

Mais de metade do território do continente está em seca moderada e 5% em seca severa, anunciou o ministro da Agricultura, sublinhando que a situação é preocupante, mas está ainda longe do que se passou em 2017.

Em conferência de imprensa com o seu homólogo do Ambiente, Capoulas Santos indicou que 57% do território está em seca moderada, 38% em seca fraca e 5% do Barlavento algarvio está em seca severa.

O ano de 2019 está a ser "anormalmente seco e quente" mas ainda se espera que possa chover mais no mês de abril, afirmou Capoulas Santos, assegurando que para já é "possível garantir a normalidade no ano agrícola" na maior parte do país, exceto em zonas como o perímetro da barragem alentejana da Vigia e na zona de Campilhas-Alto Sado, que terão limitações no uso de água para regadio.

Matos Fernandes afirmou que no dia 22 arrancará um plano de reutilização de águas tratadas, abrangendo as 50 maiores estações de tratamento de águas residuais em Portugal.

A meta para 2025 é que 10% de todas as águas tratadas sejam usadas para rega, limpeza de ruas, caixotes do lixo e outros usos que não o consumo humano, quantidade que deverá duplicar para 20% em 2030.

Para já, "sem previsão de problemas graves, não se aplicam medidas de contingência" como as adotadas durante 2017, mas já estão a ser pré-contratados os serviços de camiões de abastecimento de água a populações de que dela careçam, disse o ministro do Ambiente e da Transição Energética.

João Pedro Matos Fernandes reiterou que "não há comparação entre os valores registados hoje e em 2017", mas salientou que a "obrigação de poupar água" e de a usar racionalmente é uma responsabilidade de todos os cidadãos.

A campanha da Águas de Portugal para apelar à poupança de água será retomada no próximo mês se a situação se agravar, disse o ministro, acrescentando que em abril vão ser abertas novas ligações abastecimento de água no Alentejo.

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