CDS critica "silêncio" do ministro e afirmações "incendiárias" como as de Joana Mortágua

Líder parlamentar centrista afirma que "homens e mulheres da polícia portuguesa ficaram sozinhos", nomeadamente "perante afirmações irresponsáveis e incendiárias" de políticos no caso dos incidentes no Bairro da Jamaica

O CDS criticou esta terça-feira de manhã "o silêncio ensurdecedor do senhor ministro da Administração Interna, que nada diz sobre aquilo que se passou e não veio dar uma palavra aos homens e mulheres" da PSP", mas não chamou Eduardo Cabrita a explicar-se no Parlamento.

O líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães, falando aos jornalistas na Assembleia da República, notou que os "homens e mulheres da polícia portuguesa ficaram sozinhos", nomeadamente "perante afirmações irresponsáveis e incendiárias", como as da deputada bloquista Joana Mortágua.

Segundo Magalhães, o CDS "vem alertando" para "um crescendo de tensão e até impunidade" para o que se passa em algumas zonas de Lisboa, Porto e Setúbal e apontou a "incapacidade de o Governo ouvir" esses alertas.

Esta preocupação, avisou, "não inibe a exigência de que se houve excesso", que seja investigado pelas entidades competentes. Mas, sublinhou Nuno Magalhães, o CDS recusa que o excesso do uso da violência constitua "um padrão das polícias portuguesas".

Condenando "veementemente" a violência que se verificou na segunda-feira ao fim da tarde no centro de Lisboa, colocando em causa a segurança de cidadãos e até da imagem de um país e de uma cidade que vive do turismo, e condenando os ataques verificados esta terça-feira a esquadras da PSP, o presidente da bancada centrista acusou então o ministro da Administração Interna de continuar calado, deixando "sozinhos" quem devia defender.

"O CDS confia nos homens e mulheres da polícia portuguesa", insistiu Magalhães, defendendo que "a cidadania tem direitos e deveres".

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