Turistas presas em elevador de Lisboa ligaram para polícia de Lisbon nos EUA

Mulheres entraram em pânico depois de vinte minutos fechadas

Duas turistas norte-americanas que ficaram presas num elevador na capital portuguesa procuraram na internet o número da polícia de Lisboa escrevendo Lisbon, por isso quem atendeu do outro lado da linha foi uma agente do Departamento de Polícia de Lisbon, no Maine.

A história é contada pelo canal de notícias WCSH-TV. Cathy Roy atendeu uma chamada de duas mulheres norte-americanas que estavam em pânico: tinham ficado presas dentro de um elevador há vinte minutos, pressionado várias vezes o botão de emergência e ainda ninguém lhes tinha respondido. Em desespero, procuraram online o número da polícia de Lisbon. O contacto que surgiu foi o do departamento de Lisbon, no Maine, EUA.

O canal de TV conta que, "apesar da barreira da língua, Roy foi capaz de encaminhar a equipa de emergência para o local onde as mulheres estavam presas".

Ficou uma história para contar e as turistas acabaram por fazer uma amiga, não em Lisboa, que visitavam, mas em Lisbon, uma cidade com 9000 pessoas no norte dos EUA.

Segundo o site da Biblioteca do Congresso norte-americano, há 37 cidades e localidades chamadas Lisbon nos EUA. "Ironicamente, não há Lisboas nos quatro estados que são tradicionalmente associados com a imigração portuguesa - Rhode Island, Massachusetts, Califórnia, and Havai", nota o texto.

Ler mais

Exclusivos

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."